Orquídeas!

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As orquídeas continuam vivas e lindas! Estavam isoladas na mesa da cozinha, distantes aos olhos dos observadores.
Perguntavam os visitantes se elas eram verdadeiras e minha mãe, pomposa e orgulhosamente, respondia "sim".
Davam-se aos comentários, os presentes na casa, sobre a beleza, firmeza, perfeição e suavidade dos tons roxos, rosa shock, amarelo e lilás. E as folhas? As folhas de um verde vivo, glorioso.
A planta imponente com as suas raízes-tubular à mostra exige lugar de demonstração, pedestal.
Colocaram-na então no centro da casa. Agora ninguém fica entortando o pescoço na intenção de admirá-la.
As orquídeas... As flores-orquídeas! Poderia ela, mamãe, ter encontrado um objeto de maior valor para a família? Mas poucas existências no mundo superam o amor que minha mãe sente pela planta rara e estimada.
Perguntaram-me uma vez o que aconteceria com mamãe se a orquídea morresse; como eu posso saber?
Apenas sinto que o quanto mais distante eu ficar do centro, melhor! Ah, mamãe! Tantas outras naturezas são mais reais e importantes, e revolve logo amar uma flor? Envelhecer é inevitável e talvez, depois dos talos secos, ela aprecie me devotar um pouco mais de afeto.
Só não tenho coragem de dar sumiço na planta, ainda! Afinal, eu a dei de presente! E que burrice a minha!
Certas são as aranhas instaladas sob as folhas; recebem toda a atenção desejada. E desde o dia em que eu trouxe a orquídea para casa fico a planejar uma forma de incitar às aranhas a devorá-la.
O mal é que aranha não come orquídea, ou melhor, ainda não.

Tudo está fora de seu lugar.
Já notei: o mundo não 
foi feito pra mim... 

Despopular o Cérebro:

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Agora vivo choramingando no ouvido dos outros. O que eu penso que sou?
Se ele estivesse aqui me levantaria da tristeza apática com um beliscão.
O Rô me faz ver o quão medíocre são meus textos, e sem a Cah, sei lá, falta uma parte.
Eu vivia dizendo a ela que meus textos não eram meus e sim, nossos. Tão meu quanto dela. Agora eu vejo que o dito se concretizou. Eu ligo a tv, mudo o canal e nada! Aumento o volume do rádio, escuto umas músicas e nada! Eu e a minha insegurança! Rô e seus escritos complexos.
Inveja, mas não do Rô ou dos seus textos. Inveja da minha complexidade que eu troquei por preocupações minúsculas da realidade alada.
Na velocidade de um "click". O Rô falaria em metáforas, descreveria em acentuada análise da sua compreensão superior.
E eu não, formularia os meus próprios vagabundos ofícios corriqueiros. Esperaria por um novo surto de inspiração para voltar a rabiscar medianidades.
E que egoísmo esse meu! Tratar dos meus problemas pessoais enquanto a metade do mundo passa fome!
Mas o Rô trata dos seus e ninguém diz nada. E também  estou farta de dormir depois da meia noite. Acordo com a cara toda inchada e os olhos fundos e se isso continuar, não terá plástica que dê jeito.
Que me achem falsa depois disso. Estou me lixando se vão rir dos meus olhos novos e da cara esticada.
O Rô é feio que dói e muita gente faz pouco caso. Mas isso de não escrever bem devido a falta da Cah só me veio na mente agora.
Estava achando que era uma depressão passageira e não a falta de alguém, ou talvez seja depressão mesmo.
Gostaria, sinceramente, aprender a espremer a mente como eu espremo as laranjas para fazer suco.
Que coisa arcaica é espremer laranjas, mas tenho apreço pelo antigo.
Gostaria de chorar os pensamentos igual as nuvens choram chuva. Mas assim seria fácil demais, mesmo que em certos lugares a chuva custe a chegar.
E eu sei que está tudo uma porcaria. Foi exatamente por isso que eu peguei uma gramática emprestada na escola. Que é pra ver se depois de aperfeiçoada a sintaxe, a morfologia e a idéia eu consiga deixar essa porcaria melhor.

- Um daqueles meus textos: "cuspindo fogo" pra acender carvão.

Conceito de Tudo.

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Flores vermelhas e azuis
Flores violetas e amarelas
Flores, folhas, caule, raíz, vida
Flores amargas sabor: mundo.

Flores vivas e vibrantes
Flores rosa e caramelo
Flores, dores, fome, miséria!

Flores do hoje e da espera
Flores do tempo e do agora
Flores de paz e guerra?
Flores ausentes, flores presentes, flores deixadas...doadas.

Flores acima, por cima e embaixo
Flores estáticas, mesquinhas, hipnóticas
Flores por dentro, no centro e bem fundo

Flores, folha, caule, raíz, vida
Incertas, inseguras, inalteradas
Flores perplexas, confusas, até muitas vezes amáveis.

Flores pretas, cinzentas, obsoletas
Sempre flores, sempre flores;
Tudo começa com as flores.

- Um texto que eu fiz há um tempão atrás-

Gêmeas.

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- Ana, eu tenho medo.
- Eu estou aqui, Bia!
- Eu sei, mas eu tenho medo.
- Lembra quando você quis andar de cavalo?
- Claro. Você ficou tremendo feito louca.
- Mas eu andei, não foi?
- Andou sim...
- E você sabe o motivo?
- Eu penso nisso às vezes, mas não tenho nada concreto.
- Foi você, Ana.
- Bia... não precisava fazer isso por mim.
- Claro que sim! E sempre vou fazê-lo, até o fim.
- Eu te amo Ana.
- Eu te amo Bia.
- Eu te amo primeiro!
- Eu te amo mais!
- Mas eu nasci primeiro, então eu amo mais!
- Você nasceu dois minutos antes, sua boba.
- Por isso mesmo!
- Tanto faz, eu te amo mesmo assim.

Os corpos se apertaram num abraço sincero, eterno.
E no instante seguinte Ana estava debaixo d'água, experimentando o prazer do seu primeiro mergulho.
Bia estava ao seu lado, e assim estaria até o fim do mundo.


- Ai gente, foi só algo que eu quis escrever hoje para não deixar o blog abandonado.
A foto é incrível e eu não pude evitar me render aos encantos dela.
Espero que esse tempo longe das velhas coisas me ajude a trazer coisas novas.
E que esse texto seja um pedaço do que está por vir.
De verdade, eu espero que gostem, mesmo que tenha sido escrito rápido e tenha sido feito no meu jeito corrido habitual de ser. É isso. Eu acho que nunca justifiquei tanto as coisas como fiz agora. =/

Aos Fiéis!

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Eu sei que ando ausente!
Sei que estou bem distante do que esperam.
Desculpas, ok?
Podem me perdoar?
Eu já cansei dos meus argumentos.
Da minha falta de objetividade.
Da minha falta de história mesmo; de ter coisas pra contar.

E os fiéis, como ficam?
E vocês que me sondam? Que procuram o novo?
O que eu tenho dado a vocês de bom, de útil, de engrandecedor?
Essa é a minha crise! Crise de apelido e crise de fato!
Não é falta de tempo, mas é a falta de algo bom para expressar; escrever.

Estou dando um tempo:
Um tempo de mim!
Um tempo para eu me reescrever, me reinventar.
Só prometo terminar Permanente.
Porque sei que tem gente boa como a Tati, a Dih e a Nih que continuam lendo.
E no demais... é de mais para eu pensar agora.

Permanente - Parte XI

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A Verdade Sombria

Pádua, Itália, 10 de Janeiro, 2010.


- Noite -


Todo o domingo, se comparado a este momento, foi insignificante; minha Julie está maravilhosa no seu vestido seda preta, com o seu cabelo castanho-avermelhado sobre os ombros, o salto agulha torturador e a maquiagem delicada realçando o rosto perfeito. Lembro-me bem a primeira vez que a tomei em meus braços e antes disso, lembro o instante em que eu soube que estava completamente apaixonado.
Muito mais apaixonado pelo sorriso indolente, os cabelos revoltados quando ao vento e as roupas sujas de uma brincadeira travessa que ela costumava me pregar do que pelas pernas esguias e fortes, cintura fina, peito firme e rosto talhado com total precisão.
E ainda hoje continuo assim: muito mais apaixonado pela sua personalidade atrevida.
Escolhi uma mesa com vista para o córrego e seus gondoleiros. O céu estrelado em sua melhor forma proporcionaria um charme, mesmo que sutil, ao nosso jantar.
Júlia Mennone caminhou silenciosamente ao meu lado até a porta do carro aberta que o motorista alugado para me servir durante esta noite lhe ofereceu. Sentou ereta, nariz erguido. Cruzou as pernas sedutoras e provocantes e nesse meio tempo, revelou um rasgo lateral no vestido, tornando visível a pele da coxa direita até o calcanhar.
Provocações; ela me testaria da sua mais tentadora maneira.
Chegamos ao Pallazo della Ragione onde um pequeno restaurante funcionava até o nascer do sol e nos acomodamos na mesa na qual eu fiz a reserva.
Júlia permaneceu calada por um bom tempo e sua expressão a cada segundo despertava um misto de curiosidade e angústia em mim.
Enchi nossas taças com o vinho da escolha dela e me posicionei para ouvir o que ela teria a falar, o motivo de toda a resignação.
- Fabrizio... – houve hesitação –, eu não sei explicar o que está acontecimento, mas sinto que você é o único capaz de entender o que eu vou lhe dizer. Na última sexta, no dia 8, eu fui até o bar do Taylor. O bar que mencionei em uma das minhas ligações; costumo para acompanhar umas amigas de classe e flertar com uns garotos. Mas tem algo errado! Eu me sinto insegura desde a última visita como se houvesse sempre um par de olhos sobre mim. E por diversas vezes essa sensação martela o meu cérebro como uma verdade incontestável, existindo realmente alguém a me observar. Eu sondei o Bacco e sei que não é ele e nem ninguém que ele tenha contrato para me vigiar.
- Por que você acha que está sendo seguida? – perguntei mostrando desinteresse, mas estava realmente assustado.
- Eu sinto! Lembra quando éramos criança e a Máfia Russa tentou nos seqüestrar?
- Sim.
- Desta vez eu sei que não é máfia alguma. É uma força maior, algo que não pode ser explicado com a razão... – seu rosto era uma linha neutra, sem emoções.
-Fabrizio, você acredita em forças ocultas? – e no momento seguinte eu nada pude responder, pois puxando uma cadeira para sentar em nossa mesa estava a mulher mais bonita que eu jamais havia visto na vida. Cabelos até a cintura, magra como uma modelo, olhos verdes na luz da vela e negros quando entrava na sombra que uma viga produzia próximo ao lugar que ela escolheu para sentar. Branca como a neve e delicada, aterradoramente delicada.
- Quem é você? – falei sem conter a medo e a excitação.
- Escutem-me crianças! Eu sou Emily! Sou o que esta cidade conhece como “Sombras”. Sou mais velha que Pádua e conheço o mundo melhor do que poucos. Tenho um irmão e a senhorita Júlia Mennone teve a infeliz graça de conhecê-lo.
Você corre perigo, minha menina! Eu não interferi; até agora! Você está me fazendo quebrar pactos, então espero que me ouça com atenção.
- Então vocês existem mesmo... – Júlia sussurrou para si.
- Foi um erro aceitar o convite do meu irmão para aquela dança. Somo caçadores, caçadores de homens e mulheres. Alimentamos-nos do seu sangue doce e quente. É como voltar à vida. É pela dança... Meu irmão seduz as mulheres através da dança. A dança é a chave de tudo. E nenhuma mulher é sua vítima se esta não desejar ser. Vocês podem dizer não ao convite, mas uma vez tendo aceitado vocês estão selando seu destino, dizendo não a qualquer oportunidade, a qualquer expectativa, a qualquer futuro.
- Eu faço meu destino. – Júlia disse confiante, mas via-se um traço de medo em seu olhar.
- Não criança, você não faz! Somos mais fortes, mais espertos, resumindo: somos melhores! Somos a evolução.
- Melhores? Melhores em quê? Vocês tiram vidas inocentes, vocês matam para se manterem vivos, matam seres conscientes e não animais tolos. – foi a gota d’água para ela.
Júlia pegou o vestido que arrastava no chão, arrumou-o no corpo e seguiu para a porta do estabelecimento e um segundo após encontrar a escuridão da noite fria, uma mão a puxou pelo ombro fazendo-a rodar e cair de joelhos no chão antigo sem asfalto.
Um gemido de dor estremeceu em seus lábios e seu corpo começou a ser levantado, empurrado e por vezes arrastado com toda elegância de uma bailarina. Júlia se debatia, choramingava, tentava acertar o rosto do seu agressor, mas só encontrava o ar aqui e ali e nada mais.
Passados cinco minutos de luta vigorosa ela se deixou ser conduzida até o final da rua. Eu paguei a conta e fui me juntar às duas senhoritas tão distintas, mas donas de uma beleza que fazia meu coração crepitar como a lenha na lareira.
- Fabrizio... Por que não me ajudou?
- Julie, será que não vê que somos vulneráveis?
- Não importa! Eu tentei... – e lágrimas mancharam a maquiagem perfeita.
A Sombra em minha frente colocou Júlia no colo e embalou-a com uma canção assombrosa. Um arrepio tomou meu corpo inteiro e meus músculos endureceram travando meus pés no chão onde estavam.
O choro de Júlia começou a amenizar com o balanço e o carinho em sua face favorecendo a continuação da conversa.
- Eu amei muito um mortal há vários séculos e sei o que é o amor. – falou a Sombra. – eu vou ajudar vocês em nome desse amor. Vou lutar contra o meu irmão. Eu sou a melhor chance de sobrevivência que os dois possuem.
Fomos ao carro que me esperava, e a Júlia, de volta a Universidade. Bacco deu um aceno de cabeça e perguntou se ela estava bem. Julie mentiu dizendo que se tratava de problemas femininos e que logo ficaria melhor e que para isso uma amiga nova dormiria em seu quarto para lhe prestar o socorro quando necessário.
Bacco estremeceu ao ver a garota, mas não poderia se opor a uma mulher dividir o quarto com Júlia. Passados dez minutos, uma batina leve em minha porta perturbou meus devaneios e a garota incrivelmente bonita me convidava a segui-la, indo as duas em direção a sala de literatura pagã. Ao que parece, ela nos contaria uma história.

Permanente - Parte X

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Outro Ângulo

Ainda no dia 9, Pádua.

- Noite -

- Eu achei que você não voltaria para casa hoje! Saiu tão irritado... Por onde estava Caleb? – Emily falou angustiada. Eu sabia que estava sendo rude. Mas não conseguia evitar. A face da garota que eu encontrei no bar não saia da minha mente e, por mais que eu tentasse ficar distante dela, eu me encontrava velando seu sono.
Ela pensa que me conheceu ontem, pensa que eu entrei em sua vida no Bar do Taylor na noite passada na qual dançamos, mas está enganada. Todas as noites, desde que arrumou suas coisas nas gavetas e armários no quarto da Universidade de Pádua é comigo que ela passeia nas ruas mal iluminadas e nos prédios de arquitetura antiga, mesmo que indiferente à minha presença.
Júlia... Esse nome martela e martela no meu consciente tanto quanto a falta de sangue em minhas veias depois de um dia preso no caixão numa cova funda do cemitério...
Emily costuma dormir nas galerias subterrâneas da cidade ou na Torre do Relógio. Sem dúvida a Torre do Relógio é seu lugar favorito assim como é o lugar mais visitado por Júlia.
Agora, Emily se encontra com um novo amor mortal, e vive contando a noite que passaram juntos e as desculpas que dá todas as vezes que o seu amado lhe perguntava o motivo de não compartilharem a luz do dia.
Tento ser simpático e ouvir com atenção aos lamentos, alegrias e quando diz que trocaria a eternidade por um único dia na presença do Sol. Nós podemos viver sob o Sol diariamente apenas se escolhermos levar um vida iteiramente nomal, mas do instante em que o sangue humano encontra nossas veias ficamos condenados ao mundo sombrio. Essa é a diferença crucial entre nós e os vampiros: podemos escolher como viveremos depois da transformação.
Não é impossível que uma Sombra - o ser que escolhe viver da caça aos humanos - saia na luz solar, mas é bastante arriscado. Sua intenção precisa ser maior que sua própria existência e poucos de nós conseguiram isso. Então eu não permito que minha irmã se arrisque a tal ponto. Meu mundo sem ela seria milhões de eternidades de sofrimento; um mundo muito mais preto que branco. Seria tão ruim quanto ver essa mortal ferida ou morta.
- Eu pensei em não voltar. Preciso ficar sozinho, Emily. Mas te amo mais que aos meus conflitos. – e não houve outras palavras. Sempre fui de poucas palavras e ela, nesse momento, me acharia mais entranho que nunca.
- Caleb, eu também te amo. – e me deu uma piscadela para esconder a profundidade do seu pensamento.
- Você não me engana, Emily! – e lhe dei um beijo na bochecha morna.
- Você não esqueceu a menina, não foi? Há dois meses a viu entrar naquele bar cafona, muito antes de pensar em dançar com ela como fez na noite passada e há dois meses você fica perambulando nos arredores da Universidade de Pádua. Eu percebo meu irmão. Vejo quão obstinada é a sua fome. Vejo seus lábios se contraírem numa tensão, numa faixa próxima a revelar o que somos. – e seu rosto se contorceu numa fúria incontida.
- Você anda me seguindo? É isso que está dizendo? – falei calmamente.
- Sim! Ou você acha que iria deixar você nos expor? Você a quer, Caleb! Todos os seus músculos e todas as suas veias pedem o sangue dela. Eu não ligaria se você a matasse, mas o pai da garota é influente e tem um poder incomum. Ele encontraria o assassino de sua filha mesmo que este estivesse no inferno.
- Você não sabe de nada! – e lhe virei às costas procurando sair o mais depressa do poderio do seu olhar.
Emily não entende, eu não me envolvo com mortais. Um nojo repulsivo se apodera do meu corpo apenas em pensar na hipótese de um relacionamento. Em pensar no corpo mole nos meus braços, na fragilidade da carne e nas limitações em me proporcionar prazer. Eu nunca poderia beijar intensa e ferozmente uma humana. Nunca. Apenas aprecio a facilidade que é seduzir uma mulher humana.
E essa humana em especial... O misto de prazer e fome. Admito a fome e não controlo o prazer, Emily não está totalmente enganada, mas há algo mais, algo que eu não sei explicar ainda, algo que é minha obrigação descobrir.
O desejo de possuir, esse é um bom termo. E raiva, muita raiva. Ódio fervendo no lugar em que foi um dia o meu coração. Porque hoje após o pôr-do-sol, enquanto eu estive disfarçado de aluno, descobri que ela sairia para jantar com um cara completamente desconhecido dos outros alunos da universidade.
E percebi enquanto ela descia as escadas que leva ao Salão principal que tanto o cara quanto a noite que terão, são especiais.
Eu só não posso me permitir acreditar que ela o ama.
Se não houver essa certeza em mim, eu terei chances, por mais que não saiba direito o que isso significa.

Ps: Eu preciso saber se vocês estão gostando para continuar postando. O texto foi modificado. Quem está acompanhando o conto favor prestar atenção nas datas. O conto todo gira em torno de uma determinada semana.

Coisa de mente dispersa.

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Eu tomo meu pilequinho de caneta e papel.
Que é pra quando em minha embriaguez eu não vomite
O veneno amargo do álcool e sim,
Arranque das entranhas as palavras doces e ilusórias
Que me preenchem a mente.

Permanente - Parte IX.

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Sob Maçãs


No mesmo dia.

- Tarde-

Até agora, depois do café sob o sol animador de Janeiro, eu posso sentir os braços de Fabrizio em mim. Sentir a cerca protetora dos seus movimentos, o olhar preocupado e constante em sua análise meticulosa da minha face e o jeito sorrateiro de me manter presa em seu próprio rosto.
O pomar da Universidade Pádua é invejado por muitas fazendas locais e não haveria lugar melhor para se passar uma tarde.
Aproveitamos para almoçar ali mesmo e desfrutar mais do frescor do vento e do calor de um dia ensolarado.
Fabrizio falou com seu ânimo natural sobre Yale, não se esquecendo de revelar um caso que teve com uma garota mais velha. Falou do seu envolvimento profundo para as suas reais intenções e balancei a cabeça concordando nas horas certas e murmurando baixinhas exclamações de ódio mortal destinados a tal garota.
- Você está bem? – ele perguntou colocando as mãos sobre as minhas bochechas e meu coração cambaleou até voltar ao estado natural.
- Não muito... Você sabe o quanto eu sofro com a distância. E sinto-me distante porque sei que há outras pessoas mais próximas a você, muito mais do que eu gostaria. – falei o mais sincero e honestamente que pude.
- Minha bela menina. Por que sofrer? Nunca uma mulher será dona do meu coração. Aliás, nenhuma outra mulher. Você é a primeira e será a única.
- Posso ser a única a ter seus sentimentos mais profundos, Fabrizio. Mas não sou a única a me perder em seus braços e desfrutar do calor do seu corpo. – e uma ruga se fez em minha testa da dor que essa certeza me causa.
- Júlia Mennone, eu não admito que pense isso depois da minha franqueza. Nunca te escondi nada e não seria agora. Preciso do calor feminino da mesma forma que você precisa do calor masculino. Não me julgue por ser homem e por sê-lo tão completamente. – sua voz foi elevada a uma oitava e pude ver as veias em suas mãos ficarem exaltadas.
Ele estava irritado e eu provocara aquilo. Mas sempre fui extremamente egoísta, não sei dividi-lo. E mesmo se soubesse, não o faria.
- A decisão de não me ter foi sua. Cansei de tentar tê-la só para mim. Se você gosta dessas idas e vindas eu nada posso fazer ao não ser me subordinar aos teus caprichos. Eu te amo mais que a mim. E você sabe disso e por isso me machuca tanto com esse ciúme mal encenado e sem propósito, pois sabemos que é longe de mim que você prefere ficar.
- Não me ofenda com o peso e a fúria dos seus sentimentos. Sabe que sinto o mesmo e na mesma intensidade, mas somos fruto da máfia e não quero os interesses dos nossos pais interferindo em nossa relação. Eu prefiro te perder mil vezes ao ter que te ver seguir os passos do seu pai.
- E eu prefiro morrer mil vezes a não te ter.
Perdemo-nos em um beijo apaixonado. Eu soluçava; não queria pensar em deixá-lo partir, mas sabia que esse momento chegaria querendo eu ou não. Ele me beijava como da primeira vez, como se tivéssemos apenas cinco minutos antes do mundo acabar.
Compartilhei os meus tormentos naquele beijo e os dedos dele foram precisos ao secar minhas lágrimas e seus braços foram cheios de si ao juntar nossos corpos.
Os alunos pouco conheciam aquele lado da Universidade e somente outro casal ocupava a sombra de uma macieira ali perto.

***

Partes: I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.

Resumo de ontem.

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Dia dos Namorados... Eu não sou de dizer coisas que faço ou deixo de fazer no blog, mas meu dia (ontem) merece uma postagem.
Aula pela manhã no CEFET seguido do "gelo" que meu professor de Máquinas Elétricas deu.
Ele não foi aplicar a prova que tem duas semanas dizendo que vai aplicar ¬¬.
Meio-dia fomos (Raffa, Karine, Elimar e eu, claro!) comer em uma lanchonete bacana que fica no mesmo bairro da escola técnica na qual estudamos. Conversa vai, conversa vem, todos resolveram falar dos namoros passados e atuais, dos presentes que ganharam e que gostariam de ganhar e coisas relacionadas.
Como é uma porcaria estudar no sábado, muito chato mesmo e ainda mais quando a sua escola é em uma outra cidade como no meu caso, fiquei tentada a vir embora mais cedo e encontrar com Deivid antes do previsto. Mas eu fiquei para não levar falta. Fomos caminhando, conversando, rindo e tudo mais até que chegamos no colégio e descobrimos que éramos os únicos seres vivos lá depois da natureza que cerca tudo. Sentamos em frente a sala dos professores no segundo andar e eu e Karine fomos dançar forró e tentar fazer com que Raffa (nosso best friend) que detesta dança, tentasse ao menos aprender um passinho simples, mas nada. Ele se recusou e nem deu atenção. Então fomos deitar, ouvir música e fofocar sobre a vida amorosa de Elimar. Pense em alguém cheio de coisas para contar? É ele!
Eu e Raffa ficamos ouvindo Gal Costa enquanto Karine ouvia tudo que ele dizia atentamente. Fiz poucos comentários porque não tenho muita intimidade. Lá para uma hora, apareceu três professores que estavam aplicando a prova da Olimpíada Brasileira de Matemática e ficaram abusando perguntando se tínhamos formados casais para os Dia dos Namorados. Eu tinha previsto isso: eu e Raffa ouvindo música num canto e Karine conversando com Elimar do outro; muito sugestivo!
Não fomos para casa depois da lanchonete devido ao curso de AutoCad que é no sábado e pela tarde.
O curso começa 13:30 hs, mas até a horário em que ficamos no colégio, nenhum professor apareceu. Sai de lá quase duas horas da tarde ¬¬.
Peguei meu bus para casa e fui descansar/arrumar tudo para quando Deivid chegasse aqui.
Nesta época do ano na Bahia, chove sem parar. Então sair de noite no Dia dos Namorados seria um desafio. Deivid chegou aqui com uma sacola enorme umas seis horas da noite e eu tive que esperar. Ele não queria que eu visse o presente antes dele entrar e procurar um lugar favorável para a abertura do presente.
Depois que ele achou um lugar (que foi na sala mesmo na frente de todo mundo), eu fui falar com ele e saber o motivo de tanto mistério.
Valeu muito ter esperado, ficado presa no quarto e não vê-lo durante uma semana. Eu gosto de coisas práticas, não curto coisas para se guardar num canto do armário, mas Dia dos Namorados, é Dia dos Namorados e quanto mais Dia dos Namorados for o presente, melhor!
Não que eu estivesse ligando para ganhar presente, mas foi porque ele ficou instigando a minha curiosidade, falando em lugares que tinha ido e em ideias que teve. Isso é de atormentar qualquer pessoa!
E lá estava, uma cesta enorme da Cacau Show, com todos os tipos de chocolates e trufas e com o coração mais gostoso de pelúcia que eu já abracei *--------*. Pode até parecer brega, mas tudo estava arrumado perfeitamente e eu sou VICIADA em chocolate. Presente melhor que esse só um final de semana em alguma praia paradisíaca do litoral baiano.
E o que ele me escreveu? *-------* Eu estou besta até agora...
Ele disse que gostou do meu presente e quero muito acreditar que foi de verdade. E que ele use muito, muito!
Depois fomos sair! Nada longe por causa da chuva, mas nisso perdemos de ir ver a Orquestra da UFBA que estava aqui em Camaçari tocando lindamente para os apaixonados e de ir dançar forró no Shopping. Afinal, minha mãe também comemora Dia dos Namorados e saiu para vários lugares ontem à noite. Mas como fugimos da minha casa para andar um pouco, não deu para pegar a carona para o centro da cidade.
Quando voltamos fizemos nossa própria festa. Chegamos na minha casa umas nove horas da noite e ficamos dançando juntinho, rosto colado e sussurros até...
Depois das onze ele foi embora e eu fui dormir morta de cansaço na esperança de acordar tão feliz quanto fui dormir para passar o dia com meu amor.

E vocês, o que fizeram ontem?   Beijos a todos!

Não se perca!

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Estou aprendendo com a noite. Dá sempre para encontrar
a luz de dentro, quando a luz de fora se apaga. - L.M

- Alguém está aí? - o chorinho da criança medrosa tocou minh'alma.
Não gostaria nunca de estar naquele lugar, de trocar as posições. E mesmo se quisesse, não poderia.
- Por favor... eu tenho tanto medo. Medo de ficar aqui para sempre. - passou a barra da camisa encardida no nariz entre fungadelas fartas.
Posso sentir o calor do corpo da criança, ver suas feições mesmo no escuro. Posso vê-la encolhida; esperando.
- Quem fez isso comigo? Por que não aparece e me mostra seu rosto? - os olhos faiscaram de fúria nesta última parte, mas logo voltou ao seu estado natural.
Ah! Criança, o quão inocente você pode ser? Eu não posso te ajudar mais... e preciso tanto de você quanto você de mim! Por que não se move, afinal? Por que não procura a saída que está tão próxima, só a cinco passos do seu braço esquerdo?
E mais choros e soluços, mais engasgos também -  ela é desonrosamente fraca - E mais soluços, lágrimas, gemidos de dor e medo.
- Agora chega... não vê que estou sofrendo? - e por um triz pareceu indignada. E por um triz pareceu chegar ao fundo de si.
Mas só. Só por triz. Tudo nela é assim: um triz. Uma linha fina e semi transparente.
- Aprenda de uma vez criança: eu não vou te libertar. Essa provação é individual e restrita a você. Pare de ter medo! Pare de chorar! Levante desse chão frio e olhe ao redor. Grite, criança! Tateie, criança. Só assim encontrará a saída!
E no instante seguinte ela levantou a cabeça. Ainda soluçava muito, mas isso já era um progresso.
Secou novamente as lágrimas na blusa suja e foi andando, gritando e tateando tudo à sua frente.
Demorou quase três horas para encontrar a tal saída. Uma saída que estava há cinco segundos de distância; mas isso não importa. A criança saiu do esconderijo, respirou um pouco de ar puro e me deu um sorriso zangado, mas satisfeito.
- Está vendo esse buraco na colina? Na semana passada eu te disse o quanto ele era perigoso e mesmo assim você resolveu entrar. Quando se é adulto, poucas coisas podemos fazer para mudar quem somos. E você, criança, carrega a felicidade de ser duas. De ser eu e ser você. Eu não poderia entrar neste lugar, porque como você pode notar, eu sou bastante crescida. Mas nunca te abandonei; eu deixei sempre uma luz, mesmo que fraca, na escuridão para que encontrasse o caminho.
- Mas eu não entendo... eu senti tanto medo. E pouco me recordo de ter entrado neste buraco! - falou envergonhada batendo o pé com força no chão.
- Mas entrou! E entrou sob aviso. E foi muito mais fraca do que eu imaginei que seria, pois sempre me tomei como forte. Mesmo assim, eu quero te agradecer porque mesmo com medo e dor você encontrou em algum lugar de si a centelha necessária para escapar: a centelha de luz que eu trouxe. E a única centelha capaz de me libertar de quem eu era. Adultos quase nunca mudam, e hoje, foi o meu dia para mudanças. Obrigada.
Já estávamos no pôr-do-sol. Ela segurou minha mão e fomos caminhando colina baixo.
- Minha criança e eu, minha criança e eu.

Ela e Ele.

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Ele tomou-a em seus braços maciços como rocha, num aperto sufocante, enquanto ela tentava limpar com as pontas dos dedos sua última lágrima que escorria pela bochecha quente.
Ele sabe que seu amor é proibido, afinal, ela é a irmã caçula do seu melhor amigo, apenas uma criança de quatorze anos.
Mas tê-la ali, protegida de qualquer perigo externo, valeria todo o risco, toda consequência.
Ela sabe que nunca amará um outro alguém como o ama. Nenhum outro garoto entenderia tão bem seus conflitos pessoais e nenhum outro garoto acharia graças das abobrinhas que costuma dizer.
Ela deixou que ele a prendesse naquele abraço de urso por um tempo inimaginável. Sua mente girava atônita com a intensidade dos seus sentimentos. Se permitia inalar o cheiro seco do perfume masculino e se encantava consigo mesma, do quanto poderia ser forte em não olhar para trás quando chegasse a hora de partir.

Prendeu-se ainda mais nele. Fincou as unhas na nuca do seu amor de vinte anos e sonhou. Lembrou com exatidão o dia em que perdeu a inocência para ele e, fixou-se no ponto da memória onde os sussurros apaixonados se tornaram exclamações de amor.
Ele lembrou dela andando de bicicleta acenando sorridente. Segurava os ombros da criança, consciente dos seus sentimentos impuros, aflorando, ganhando espaço. Tentava vê-la como sua irmã, mas esse pensamento era ainda mais difícil do que ficar longe.
Ele rodopiou-a no ar. Intensificando a bolha no qual estavam. Depois de dois giros, ela gemeu alto desprendendo-se.
Estava enjoada, não tinha dúvidas. Mas não era o enjoo costumeiro de uma gravidez. Era aquele enjoo chato e deprimente de quem precisa decidir se segui em frente ou fica para trás, no passado.
Ele a fitou como se estivesse diante de um anjo. Um olhar místico em contemplação de um segredo.
Ela é isso, seu segredo. Sua menina, sua mulher. E assim será.
Porque quando o céu resolve unir dois corações, quando o mar serve de cúmplice para o enlace e o ar carrega o doce aroma recolhido do beijo, nem o tempo, a idade, questões sociais e relacionamentos futuros poderão apagar a que já foi feito, o que já foi dito.

***
Em meu escritório, lendo os velhos livros, vago para a estação hoje abandonada. Para a irmã caçula do meu melhor amigo e para o trem que me levou embora.
Sendo ele, o ele dela, pego a carta que tenho guardada há vinte anos e que até então não tinha tido coragem de ler. Ela disse em poucas palavras:
- Algo que aprendi foi que diante do amor verdadeiro não se desiste, mesmo que a pessoa implore que desista.
Arrumo tudo dentro da pasta, pego o casaco no gancho atrás da porta e vou ao encontro da única mulher que amei.
Eu nunca desisti, e nunca desistirei.

Sete meses e infinitos dias!

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Meio aqui, meio lá,
Meio longe, meio tempo.
Sou um meio sem você;
Meio ausente, meio frio,
Meio quente, meio... sagaz!
Continuo meio, mesmo assim;
E só depois, no final da falta
Que a sua falta me faz,
É que eu vejo, que mesmo sendo meio,
Sou por inteiro em devaneios,
Sou meio meu, e seu também!
-Mas com você as coisas mudam...

 - Primeiro texto que ele me escreveu. 
 
Ele conhece as melhores frases,
Possui o melhor toque,
E faz de cada dia um lugar completamente novo.
Porque com ele, as coisas mudam...
 
Para o meu, muito meu: Deivid Lima!

Notícia Estranha.

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Eu quero apenas esquecer hoje quem fui.
Deixar que meus tormentos se dispersem.
E permitir que toda a ânsia vague à toa.

Alimentar essa minha estúpida vontade de não fazer;
De não ter.
E de piscar pra tudo tomar foco.

Involuntariamente como meu abrir boca.
Inocentemente como meu entrelaçar pernas.
Ferozmente como meus beijos mais mundanos.

Hoje. Apenas hoje.
Adormecer para esquecer o gosto amargo do álcool.
Do batom vagabundo.
E das palavras vomitadas por mim em ti.

E vou continuar querendo esquecer quem fui.
Porque amei mais,
Doe-me mais, e fui muito mais do que posso ser e do que posso pensar.

- Até o som da sua voz deixa-me estranha. Por que permitir que sua vida encoste na minha se tudo nela me faz mal?

Feliz Aniversário, Bell!

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Eu era uma menininha um dia desses e agora estou aqui, há três horas e trinta minutos dos meus dezenove anos!
Todas as quedas que levei, todas as lágrimas e todos os sorrisos prepararam meu espírito para este momento. Nunca será igual! Acordar e perceber que meu mundo deu 365 voltas em translação e que eu mesma dei 365 voltas em torno do meu próprio eixo não irá tirar o quanto me tomo por imatura e infantil.
Certamente pessoas estarão em minha cama me desejando as mil maravilhas. Certamente pessoas telefonarão falando as "besteiras" que todos dizem numa data como esta e certamente serei beijada trilhões de vezes por aquele garoto bobo tão dono de si que me deixa desorientada.
Volta e meia serei lembrada dos bolos em forma de castelo que minha vizinha costumava fazer quando eu morava numa cidade pequena demais para citar o nome. Pegarão as fotos amareladas guardadas em caixa especial para que eu veja o quão destemida, corajosa e amorosa eu era.
Solucinhos e lacrimejos são sempre uma realidade neste meu dia assim como minhas unhas bem feitas e meu cabelo devidamente arrumado.
Mas sempre irão lembrar do quanto eu era... graciosa, engraçada, sorriso farto, uma batida de pé e um beijo estalado em qualquer face disposta. Porque é isso que fazem: ficam a lembrar do quanto eu era! Mas não sou mais, oras! Não sou e nem serei! E detesto esse passado jogado na cara e detesto ainda mais as velhas fotos que realçam a minha imperfeição.
Porque tudo nelas é tão desgastado quanto eu mesma e tudo nelas é tão obsoleto quanto a menininha na moldura na parede da sala.

...

Eu era pequenininha um dias desses na minha jardineira jeans amarela e basqueteira All Star. E agora estou aqui com a cara amassada da noite mal dormida, com pilhas e pilhas de assuntos acumulados para o vestibular e uma farda por passar para meu estágio na sexta.
E mesmo assim, eu não pularia este dia. Não o anularia de forma alguma, porque por mais que eu vá ouvir "besteirinhas", vá chorar e vá ver as fotos desgastadas, são essas as minhas lembranças e são essas palavras o meu melhor presente.
Então, se quiser ligar, ligue mesmo; eu ficarei esperando! Prometo que amanhã vou ficar bem receptiva, bem entusiasmada e bem a criancinha de uns oito anos atrás. Depois, no dia seguinte, eu vou apenas me permitir a melancolia do ser que fica mais velho.

- Amores da minha vida, eu estou sendo negligente com vocês. Vou postar mais partes do conto Permanente assim que der. Até porque, se eu não postar, a Monique Premazzi vai sair da cidade dela para vir me dar uns bons tapas de tanta ansiedade! QUE BOM QUE ELA GOSTA TANTO TANTO DO CONTO.
Mais velha amanhã, mas a mesma! Enfim, acho que isso é tudo.

PS: Obrigada pelos comentários! Assim que a "vergonha na minha cara" voltar eu responderei a todos e esse ser na foto sou eu mesma ¬¬!
 
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