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Natal e suas surpresas.

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Caríssim@ leitor@ e amig@ secret@, como começarei a falar sobre você? Como contarei essa história? Alguém aí pra me ajudar? Tem?! Rs.
A ideia do amigo secreto entre os participantes do grupo Blogueiros - A Elite foi recebida com entusiasmo da minha parte. A Yasmin Vizeu fez um bom trabalho :) organizando tudo e se empenhando para que todos os detalhes saíssem conforme o planejado. Então obrigada, Yasmin!
A pessoa que eu retirei no amigo secreto, cujo eu pude conhecer um pouco mais através dos seus textos, conseguiu me inspirar. É uma blogueira nova tanto na idade quanto neste mundo da bloguesfera, mesmo assim tem conseguido escrever com sabedoria, amor, dedicação e visando sempre seus ideais.
Vi uma pessoa forte, embora delicada. Nova, porém madura. Um pessoa que está aprendendo a lidar com os próprios erros e com as perdas e ausências que a vida têm lhe imposto. Temos coisas em comum, é verdade. Sou ex aluna do CEFET (atual IFBA) e ela tem seguido nessa jornada surpreendente que é o Instituição Federal. Então, eu só posso desejá-la boa sorte e dizer que cada experiência abrirá infinitas portas com infinitas possibilidades em cada uma delas. Saber escolher é a chave para o sucesso!
Gostaria de dizer também que esse caminho das letras é sinuoso, difícil, um autêntico caminho das pedras. E se assim não fosse não teria graça, não seria tão saboroso desfrutar do privilégio que é colocar em verso, ou prosa, ou em tantas outras formas o que nos é tão raro, tão nosso. Nunca desista do que te faz bem, ok?
Sem mais delongas eu quero desejar a Deise Lima um Natal repleto de surpresas, de bons momentos, de comunhão com as pessoas que fazem sorrir seu coração. E um 2013 ainda mais recheado de palavras.
Um beijo enorme, Rebeca Souza.

Aparências

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Parte 1

Olhou para o relógio ultrapassado, pendurado na parede da sala, com ar desprezível.
Causava-lhe enjoos estar ali, naquele lugar mais um bar que uma casa. Pegou a calcinha do chão e a vestiu com pressa. Se conseguisse sair sem fazer barulho, poderia chegar em seu apartamento antes do Joe acordar.
Abotoou o sutiã pelo avesso, passou o vestido pela cabeça e segurou os sapatos de salto agulha com uma mão enquanto com outra, tentava localizar debaixo do sofá, a bolsa de couro vermelha.
Não se prestou ao papel de se olhar no espelho, sabia bem o que encontraria refletido, e precisava sair antes que seu acompanhante resolvesse repetir a noite passada.
Chamou um táxi pelo celular, abriu a porta da pocilga onde estava batendo-a atrás de si sem dizer adeus.
Caminhou para a esquina da rua onde havia marcado com o taxista; deu o seu endereço, podendo enfim, respirar em segurança.
Tentava entender o prazer que sentia em se auto-flagelar, mas esse agora, era o menor dos seus problemas.
O que diria a Joe? Como explicaria o fato de não dormir em casa? Como viveria se ele a deixasse?
Apagou instantaneamente as perguntas. Pensar nas respostas não diminuiria o erro, não a faria menos vagabunda.
Voltou dos seus devaneios quando o taxista parou em frente a um prédio. Olhou pela janela, pegou o dinheiro na bolsa, desceu do carro e ficou meio segundo contemplando a manhã, a suavidade do sol que brincava em sua pele e o carinho que o vento fazia em seus cabelos.

Parte 2

O porteiro lhe deu bom dia e ela seguiu para o elevador. Apertou o número quatro e esperou o solavanco costumeiro que ocorre sempre que o elevador sobe os andares.
Girou a chave na fechadura, entrou no estilo bailarina seguindo para a cozinha onde ligou a cafeteira.
Joe não estava acordado. Arrumou os brinquedos dentro do baú de madeira que seu pai havia entalhado anos antes, quando era apenas uma garota infantil e inocente.
Arrancou do corpo as roupas sujas, fechou a porta do boxe e permitiu que a água quente levasse embora toda a orgia da noite passada.
"Apesar de tudo, resolvi pedir a ajuda dele e como da outra vez, só ele pode me ser util agora", disse baixinho enquanto enxaguava o corpo perfeito que a natureza lhe dera.
Havia três anos que não entrava em contado com seu terapauta, mas deixou um recado com a secretária do médico essa manhã enquanto voltava para casa. Dessa vez terminaria o tratamento, estava convencida disso.
Pegou o roupão no gancho e foi ver o Joe, uma hora teria que encará-lo.
- Mãe, é você?
- Sou eu querido.
- Onde esteve?
- Aqui querido.
- Aqui? Eu fui ao seu quarto... Mãe, eu não te vi.
- Precisei sair, mas está tudo bem agora.
- Posso ver o papai hoje?
- Claro meu bem, agora já para o banho senão vai chegar atrasado na escola.
- Daqui a cinco minutos eu vou!
- Cinco minutos Joe, cinco minutos...
Arrumou a mesa para o café-da-manhã e jurou nunca mais agir assim, tão repulsiva e vil. Lembrou do sorriso do filho e das mãos sujas do homem dentro do seu vestido, estremeceu de tanto nojo...
Joe sentou-se à mesa, bebericou o leite morno em sua xícara decorada com filhotes de cachorro empenhado em convencer a mãe a deixá-lo ir para uma festinha na casa de um amigo no final de semana. 
A mulher concordava balançando a cabeça, dando pouca atenção ao filho, perdida em outra realidade.
Se esquecera das promessas feitas um minutos após o nojo lhe subir à garganta.
Estava agitada. Seu terapeuta teria que esperar, suas repreensões e bom senso teriam que esperar. 
Ela permaneceu concentrada, mesmo sem perceber, traçando novas formas de seduzir sua próxima vítima.
70ª Edição Conto/História
Esse texto é para que a imaginação corra solta. Aos poucos, todos os comentários serão respondidos e em breve eu estarei de volta como antes. Um beijo enorme aos leitores queridos!

Ele - Sorriso Torto.

1 Comentário
Amo o jeito como os seus olhos se mexem à procura de respostas.
Amo ver a sua postura séria, o movimento que faz ao cruzar os braços e a forma impaciente com a qual seus dedos dançam ritmadamente: o encaixar e o separar.
Amo o contorno desajeitado do seu corpo quando se inclina e beija minha testa, segura minhas mãos.
O seu sorriso torto! O meu sorriso torto. Ele se abre lentamente fazendo inflamar as suas bochechas.
Amo fazer piadas de como ele se ajeita, se compõe e recompõe... O seu andar e o som das palavras distraídas que seus lábios professam.
Não te amo menino! Não na intensidade que tu desejas. Mas te amo como um todo.
Todo esse expresso no seu tão meu sorriso torto.
E se eu te perder menino, não te perco! Porque toda vez que você passar de rosa ao vermelho-roxo e no seu rosto se iluminar o meu velho sorriso maroto, eu vou lembrar de ti.


Texto para o meu menino Carlos Alexandre, o amigo que fez e faz dos meus dias um ambiente favorável aos sorrisos.

Ps: Texto do dia 08 de Setembro de 2009. Escrito entre as duas escadas do meu pé de cajú favorito do CEFET.  
Photo: Deviantart
 
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