Pontos, contos e alguns versos.

Coisa estranha é o coração da gente. Vira minha vida de ponta cabeça e me pega de surpresa sempre que espero mensagem, resposta, ligação e aflição não contida.
Coisa estranha foi a minha semana. Pensando com o coração na mão nas coisas do passado, e eu descobri que eu não tenho medo, nunca tive.
Coisa estranha é esse meu coração. Quando penso que me conheço bem ele chega de mansinho e mete a pulsação acelerada para bagunçar tudo, e lá se vai minha força, meu autocontrole e minha coerência já precária.
Eu acho graça de mim, de verdade. Fico toda gatinho manhoso por fora enquanto a fera rasga tudo por dentro; e abro um sorriso alegre, meigo e sincero para disfarçar os danados dos planos que tenho.
Veja agora, agora mesmo, quando a intenção era falar de coração. Fui divagando entre lapsos, relapsos e colapsos nervosos por ainda ser tão presa ao meu rapaz.
Então, corrigindo, que coisa estranha é a vida da gente. Ainda fico ansiosa com as coisas de sempre, ainda perco a noite tentando matar a saudade, ainda sonho em te pegar de jeito, ainda perco tempo falando bobagens e ainda sou feliz sendo a menina que sempre será cheia de histórias para contar.

Para dizer boa noite
Para te fazer sorrir
Para desentalar o peito
Para me deixar dormir.

10 Comentários:

Pamela Dal'Alva.? comentou:

que bonito..
gostei do paragrafo do final.
rimo tudo. rs

Stella Valim comentou:

Ual! Acho que nós mudamos, apenas por fora, por dentro continuamos sendo a mesma, um pouco de criança até, querendo colo de mãe para melhorar a aflição de um coração indeciso, lindo texto.
http://senhoritaliberdade.blogspot.com/

Mia comentou:

É, realmente, coisa mais estranha que tem é a vida da gente. Adorei a forma como você escreve, um texto que inspira poesia. Seu blog é muito delicado, muito bonito, gostei muito daqui.
Bjo! (:

http://miasodre.blogspot.com/

Juliane Bastos comentou:

Certos momentos confundem mesmo. Suas palavras sempre tocantes. :)

Italo Stauffenberg comentou:

o que a saudade não faz e a distancia nos obriga! minha cara, amada, eu estou aqui!

^^

brincadeiras a parte, abração!

Bell Souza comentou:

Eu agradeço de coração esse carinho gostoso de vocês.

Maria Beatriz de Castro comentou:

Que bonitinho! Hmm... o meu coração é uma coisa muito estranha mesmo, mas prefiro que ele seja assim. Se fosse previsível, eu nunca seria surpreendida o bastante para achar que o que eu sinto é amor! Adorei as divagações ao longo do texto, super mostrando como a gente cai no amor antes mesmo de saber que está amando!

Adorei aqui e estarei sempre visitando! Estou seguindo! Me siga e visite: http://biacentrismo.blogspot.com

Beijos!

Mayara comentou:

Pra mim, a correção seria: coisa estranha é a gente!
Me sinto exatamente assim na maioria dos tempos, mas aos pouquinhos estou deixando de ser mansinha por fora e fera por dentro pra ser tudo de uma vez só: ou mansa ou fera. Essa história de "guardar pra mim" anda me causando muitas dores de garganta, afinal, o nó anda grande.


Já falei sobre o quanto eu amo o que você escreve? Eu amo!

Roberta Mendes comentou:

Sempre ouço com prazer quando fazes soar teu instrumento, teu sino.

Cativas. Têm-nos cativos do teu modo singular de dizer as coisas.

vanessa cony comentou:

Bell,tenho andado muito por aí e encontro alguns blogs que costumam citar outros autores.Isso é sempre muito bom porque aprendemos mais conhecendo aqueles que já tocaram o coração de muita gente.Mas eu prefiro os textos que vem da nossa própria alma,que traduz nossos sentimentos e que expõe o que carregamos dentro.Isso para mim é coragem!
Gostei demais do teu texto,mesmo de longe ,conheci um pouquinho de você.
Beijo no coração.

 
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