As roupas ainda estão empilhadas no armário, os sapatos ainda se perdem embaixo da cama.
Não é o que eu queria ser.
Ainda perco tempo dizendo besteiras, ainda me dedico menos ao que importa.
E quando dou por mim estou presa no mesmo laço, circunscrita na mesma história.
Nada dos sonhos, nada do hoje; sem agora.
Apenas um lapso do que gostaria, uma doce lembrança do que era outrora.
E que deixe estar, eu vou voltar com a minha cara, com as minhas roupas e o meu desejo.
Para escrever mais uma vez meus medos...
Para falar novamente o que há no mundo, e pôr na mesa as cartas da minha vida.
Em 04 de Maio de 2001
No meu querido Insensatez

