O About my Truth fez aniversário!

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Planejei escrever palavras doces para comemorar esse marco em minha vida; palavras que fossem reflexo do que tenho de mais claro aqui.
Pensei em promoções para agradar vocês - leitores -, e em novidades textuais para apresentar como Caixa de Pandora.
Mas nada disso virá! Não tenho planos para hoje e ontem, foi maravilhoso para se perder da memória com amenidades.
Se ao menos eu conseguisse tirar o cheiro dele que ficou impregnado nos meus olhos... E mesmo assim não há garantias de que eu pudesse dar um espetáculo à parte.
Então, que eu seja direta!
- Parabéns Rebeca! Por fazer deste espaço um abrigo para a alma, coração e mente. Por completar 1 ano de blog sem ceder às pressões, brigas, falsidades e mentiras. Por acreditar que em algum lugar em você existe um potencial para realizações divinas.
Então, que seja agora:

Lembro-me de um dia particular onde conversava com Carla Jane (a amiga). Ela insistia que eu deveria ter um blog e que meus textos eram dignos de leitura.
Como contei antes, detestava exibir o que tenho por dentro e em minha relutância, este espaço custou a sair.
O primeiro problema foi o nome. Não queria ser ninguém além de mim e pela minha sinceridade exacerbada veio a idéia (de Carla, se não me engano), ainda crua, do nome "Verdade".
Conversas msnênicas entre nós duas e ela me fez a trivial pergunta: "sobre o que você quer escrever, Bell?"
Até então, eu não tinha pensando em realmente criar um blog e em meio a essa pergunta, vi-me completamente fascinada diante do leque de possibilidades que abraçava a minha mente. E num surto, não sei se dela ou se meu, surgiu o título "Sobre as minhas Verdades". Como na época eu não conhecia nada sobre o blogger e seus integrantes e o título do blog da minha amiga Carla é em inglês, esse acabou indo também para a língua inglesa.
Demorei um pouco para fazer a primeira postagem, já que o layout precisava de um toque pessoal e eu não sabia fazer isso. Carla me deu uma breve aula sobre banner, cores/combinações e como eu poderia mudar os códigos quando julgasse necessário.
Depois de 1 ou 2 dias, com uma cara mais bonita, veio a primeira postagem: "Eu não gosto de dois pesos e duas medidas". É uma citação do livro Crepúsculo - uma das minhas favoritas.
Citação essa que sempre foi a minha marca registrada e eu não poderia começar de outra forma senão assim.

E desde a criação eu tenho dado partes, mesmo que mínimas, dessa pessoa que vos escreve. A perfeição passa longe de mim e continuaria passando se a minha intenção fosse alcançá-la.
E mesmo hoje sendo 13 de Dezembro, um dia depois do aniversário do About, eu fico feliz em poder comemorar junto a vocês - leitores -, que fizeram de mim muito mais do que àquela garotinha que um dia eu fui: a Garota dos Diários.
Esse dia eu dedico a todos!

Parabéns para nós, Parabéns para o 
About my Truth.


Piegas.

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Aqui, no meu caminho de Vênus, Terra-Espaço 2010.

Não era a intenção dizer as mesmas coisas, repetir o passado esfregando-o na cara.
Tão pouco, rir das minhas misérias. Houve um tempo, e era nosso...
As cartas perderam a graça com as palavras cuspidas em brasa no dorso serene. Eu dançando à toa e você curtindo os passos de me deixar; passos completamente descompassados, mas em sintonia de endereço, cartão postal, secretária eletrônica.
Os outros, ah! bobinhos, falam das besteiras convenientes do dia e eu, vou perecendo em partes iguais nesse meu caminho de Vênus.
- Afrodite!
Chamava-me então, nas noites de amor; só que o amor que é bom não quis fincar raízes. Pegou trapos, farelos e a mala cozida das lágrimas mal derramadas em sua despedida.
Despedaçou-me. E por isso, somente por isso, espero o retorno da nave espacial maluca, àquela própria em que te pus de braços atados para longe de mim.
É esquisito, eu sei. Ao ler isso ele vai surtar; o Ítalo, ou quem quer que seja.
Mas sabemos todos que essa idéia minha será sempre uma fuligem do que é de verdade.
Martelei presa nos sentimentalismos das outras cartas; todas tão uniformemente óbvias!
E mesmo fugindo do amor, ele insiste em me guiar como a calda de um cometa...
E aí está você, agora, bem no lugar onde eu sempre quis; contemplando paradoxalmente as estrelas que eu desenhei e pintei em molde claro, em brilho fraco.
Nessa composição estranha de Terra-Espaço, nesse amontoado de palavras sem fazer sentido ou, fazê-lo todo inteiro, inteligível.
E será então, como eu sonhei, a correspondência atrasada invadindo a órbita do planeta e dos seus olhos em um instante comum. Permeando o universo que trago por dentro, exibindo as falhas desse amor à distância.
Se preciso me entregar ao eu, farei-o contigo, sem demora.
Exatamente quando o Sol  rasgar o céu escuro da solidão desse pacto sem léxico que me propôs você; e no final das contas, do texto, da carta escrita em códigos lunáticos como aprendi há tantos anos, eu sei que você volta!
Como sempre voltou, como sempre voltará: eu sou o seu lar.


Para o Astronauta.
Não há lugar onde o nosso amor
 não pertença a nós e às estrelas.
Eu fiquei sem acesso ao computador ontem, por isso não postei o texto de Quarta. Sinto muito. Um beijo enorme para Diana Bruna e Tati Tosta, ando morrendo de saudades delas! Aviso: Quarta-feira que vem é minha viagem para Brasília, desejem-me sorte. O blog vai ficar paradinho porque na casa do meu pai não tem internet. Só quando eu chegar lá que vamos resolver como minha vida social e "bloguística" vai ficar.

Ênclise e Próclise

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Tenha-me como relicário; frágil, pequeno, simples, delicado e lindo.
Que pode crescer ao se acrescentar uma pedra, um enfeite, ladrilho ou fita.
Adicione-me ao pescoço, prenda-me no lugar onde ostenta os teus valores.
Exiba-me, exalte a glória de me chamar de seu, meu bem.
Faça-me um carinho, beije-me a boca.
Enrubesça a face nos meus ardores, temores, preceitos e pernas.
Compreenda as minhas loucuras, satisfaça-me os desejos.
Só não acredite que me terá para sempre;
Que teus, mesmo os pormenores, encherão meus olhos.
Sou tudo o que disse e o que eu não disse;
e nessas horas, mais minhas que tuas, eu sei ser má.
Cuide, meu bem. 
Como Relicário, posso eu muito bem em outros me aconchegar.

Como eu estava com saudades de escrever essas 
verdades bem minhas e apimentadas. 
A sutileza é boa quando bem-vinda!

Quarta-Feira. [4]

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O mais importante do bordado 
É o avesso.
O mais importante em mim
É o que eu não conheço
O que eu não conheço

O que de mim aparece
É o que dentro de mim Deus tece
Quando te espero chegar eu me enfeito, eu me enfeito
Jogo perfume no ar
Enfeito meu pensamento.

Às vezes quando te encontro
Eu mesma não me conheço
Descubro novos limites
Eu perco o endereço
É o segredo do ponto
O rendado do tempo
É como me foi passado o ensinamento.

Jorge Vercillo e J. Velloso


Uma outra parte da minha vida, descrita por outros nomes.
 
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