Como dói.

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Eu só quero vomitar o que eu não sei.
Deixar queimar de dentro pra fora.
Não é por causa da vida, nem por falta dela...

Vomitar o que me engasga.
Eu só quero expulsar o que me impede.
Quero rasgar minh'alma e com as próprias mãos arrancar minhas travas,
minha fala,
a minha obscura força que não diverge.

Como cuspir o que não sei?
Como ceder pra quem não ampara?
Como pular em buraco sem fundo?
Como me encontrar em outras caras...

Eu quero vomitar o meu enjoo.
A mente que derrete em ácido.
Quero, porque querer, eu posso.
Pra ver, quem sabe, meu peito calmo.

- Como dói. O coração. Que não se cala.

Minha poesia.

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{Quando outro alguém diz o que você gostaria de dizer... Então, você diz também, só que do seu jeito.}


Minha poesia não quer
Ser útil
Não quer ser moda
Não quer estar certa...

Minha poesia não quer
Ser bela
Não quer ser má.
Minha poesia não quer
Nascer pronta...

Minha poesia não quer
Redimir mágoas
Nem dividir águas
Não quer traduzir
Não quer protestar...

Minha poesia não quer
Me pertencer
Não quer ser sucesso
Não quer ser reflexo
Não quer revelar nada...

Minha poesia não quer
Ser sujeito
Não quer ser história
Não quer ser resposta
Não quer perguntar...


Minha poesia quer estar
Além do gosto
Não quer ter rosto
Não quer ser cultura...

Minha poesia quer ser
De categoria nenhuma
Minha poesia quer
Só ser poesia.
Minha poesia
Não quer pouco...


- Ao som de Adriana Calcanhotto.


Eu descobri que choro fácil.

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Uma lágrima escorreu pelo meu rosto bem na sala. Eu de frente para o quadro, o quadro reluzindo um pouco e a lágrima que não me deixava mentir. Outra lágrima escorreu pelo meu rosto e o quadro foi perdendo o foco, foi ficando distante, foi ganhando expressões e sutilezas através do meu olhar marejado.
Eu não entendi, eu não me entendi nesse momento. Não compreendi e nem aceitei quaisquer que fossem meus motivos para tal, para o choro. Eu não sou do choro. Eu nunca fui. Eu sou do riso!
***
Uma lágrima escorreu pelo meu rosto enquanto eu olhava para o céu. E depois disso, outra lágrima. E depois da lágrima, um soluço. E depois de tudo, um afago que senti no peito. Coisa estranha que se sente quando se está perto de Deus.
***
Uma lágrima escorreu pelo meu rosto hoje pela manhã. Escorreu enquanto lia um texto de uma amiga que amo muito. Um texto que falava sobre ausências e tristezas. Uma verdade que me fez sofrer mesmo estando longe. E eu não entendi, não me entendi nesse momento. Mas a vida é assim, sempre a pregar surpresas quando menos se espera.
***
Um dia caiu uma lágrima, outro dia duas, noutro dia um mar de água salgada fluía dos meus olhos. Em outro dia mais específico uma trovoada de soluços. E mesmo não entendo eu descobri que posso. Posso chorar e dar risada ao mesmo tempo. Porque nem sempre se chora de tristeza ou se ri de alegria. A alma tem seus próprios meios para se entregar... Desde então, eu descobri que choro, e choro fácil.

Natal e suas surpresas.

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Caríssim@ leitor@ e amig@ secret@, como começarei a falar sobre você? Como contarei essa história? Alguém aí pra me ajudar? Tem?! Rs.
A ideia do amigo secreto entre os participantes do grupo Blogueiros - A Elite foi recebida com entusiasmo da minha parte. A Yasmin Vizeu fez um bom trabalho :) organizando tudo e se empenhando para que todos os detalhes saíssem conforme o planejado. Então obrigada, Yasmin!
A pessoa que eu retirei no amigo secreto, cujo eu pude conhecer um pouco mais através dos seus textos, conseguiu me inspirar. É uma blogueira nova tanto na idade quanto neste mundo da bloguesfera, mesmo assim tem conseguido escrever com sabedoria, amor, dedicação e visando sempre seus ideais.
Vi uma pessoa forte, embora delicada. Nova, porém madura. Um pessoa que está aprendendo a lidar com os próprios erros e com as perdas e ausências que a vida têm lhe imposto. Temos coisas em comum, é verdade. Sou ex aluna do CEFET (atual IFBA) e ela tem seguido nessa jornada surpreendente que é o Instituição Federal. Então, eu só posso desejá-la boa sorte e dizer que cada experiência abrirá infinitas portas com infinitas possibilidades em cada uma delas. Saber escolher é a chave para o sucesso!
Gostaria de dizer também que esse caminho das letras é sinuoso, difícil, um autêntico caminho das pedras. E se assim não fosse não teria graça, não seria tão saboroso desfrutar do privilégio que é colocar em verso, ou prosa, ou em tantas outras formas o que nos é tão raro, tão nosso. Nunca desista do que te faz bem, ok?
Sem mais delongas eu quero desejar a Deise Lima um Natal repleto de surpresas, de bons momentos, de comunhão com as pessoas que fazem sorrir seu coração. E um 2013 ainda mais recheado de palavras.
Um beijo enorme, Rebeca Souza.
 
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