Natal e suas surpresas.

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Caríssim@ leitor@ e amig@ secret@, como começarei a falar sobre você? Como contarei essa história? Alguém aí pra me ajudar? Tem?! Rs.
A ideia do amigo secreto entre os participantes do grupo Blogueiros - A Elite foi recebida com entusiasmo da minha parte. A Yasmin Vizeu fez um bom trabalho :) organizando tudo e se empenhando para que todos os detalhes saíssem conforme o planejado. Então obrigada, Yasmin!
A pessoa que eu retirei no amigo secreto, cujo eu pude conhecer um pouco mais através dos seus textos, conseguiu me inspirar. É uma blogueira nova tanto na idade quanto neste mundo da bloguesfera, mesmo assim tem conseguido escrever com sabedoria, amor, dedicação e visando sempre seus ideais.
Vi uma pessoa forte, embora delicada. Nova, porém madura. Um pessoa que está aprendendo a lidar com os próprios erros e com as perdas e ausências que a vida têm lhe imposto. Temos coisas em comum, é verdade. Sou ex aluna do CEFET (atual IFBA) e ela tem seguido nessa jornada surpreendente que é o Instituição Federal. Então, eu só posso desejá-la boa sorte e dizer que cada experiência abrirá infinitas portas com infinitas possibilidades em cada uma delas. Saber escolher é a chave para o sucesso!
Gostaria de dizer também que esse caminho das letras é sinuoso, difícil, um autêntico caminho das pedras. E se assim não fosse não teria graça, não seria tão saboroso desfrutar do privilégio que é colocar em verso, ou prosa, ou em tantas outras formas o que nos é tão raro, tão nosso. Nunca desista do que te faz bem, ok?
Sem mais delongas eu quero desejar a Deise Lima um Natal repleto de surpresas, de bons momentos, de comunhão com as pessoas que fazem sorrir seu coração. E um 2013 ainda mais recheado de palavras.
Um beijo enorme, Rebeca Souza.

Açúcar mascavo.

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Colocou nos meus lábios nessa manhã um tanto nublada um torrão de açúcar mascavo.
Açúcar mascavo que é um doce não doce para mim que prefiro açúcar cristalizado, e ele sabe!
Colocou nos meus lábios açúcar sabor mascavo com o prazer de quem confia, com a certeza de quem ama e com a sorte de quem não precisa agradar para existir. O açúcar mascavo derretendo na boca e o dia ganhando vida. Os amores fincando raízes. A saudade doendo no peito. A leveza com a qual me sorri. O Sol surgindo enfim.
Ele sabe! Sabe que eu prefiro doces mais doces que o açúcar mascavo e sabe também que uma colher de chá dos outros doces basta senão enjoo. Mas de açúcar mascavo enjoo não. De açúcar torradinho enjoo não. De doce que não é doce, mas que adoça a vida e a boca enjoo não. De Maskavo não abro mão.
 – Não!
Um dia ele me olhou nos olhos com seus olhos negros e urgentes de quem tem fome. Esse dia passou pra mais de anos. E nessa minha manhã meio nublada seus olhos negros refletiam apenas seu amor de irmão.
O torrão derreteu, é verdade. Mas o açúcar sabor mascavo das suas palavras ainda tornam doces meus lábios e as minhas memórias.

Para o meu grande amigo Filipe Medeiros.
Eu também te amo. E é pra sempre, Maskavo.

Eu fui, eu sou!

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Eu já fui como vocês.
Eu já estive na outra margem à mercê
Eu já andei por esses corredores sem saber
Que qualquer forma de dizer ‘o quê’ é bem-vinda.

Eu já fui como vocês.
Olhos cansados mas quase nunca distraídos
Porque o futuro quando é aqui decidido
Desperta o interesse para o mundo que não nos foi apresentado.

Sim, eu já fui como vocês.
A mesma farda, o mesmo passo em falso
As mesmas perspectivas, histórias inacabadas
E o mesmo orgulho por trilhar um caminho tão difícil.

Eu fui, um dia, o que hoje já não sou.
Pois com a vida eu aprendi
Que a vida não pode ser aqui resolvida
Como uma sentença matemática.

Viver exige prática
Exige erros, medos
Exige sonhos para alimentar a alma.
Viver dispensa conteúdo programático.

E ser como vocês
Trouxe-me alegrias
Trouxe-me amores
Trouxe-me aonde tudo começou.

O mundo pede pressa
E eu lhes digo ‘tenham calma’.
Se descobrir é questão de fé e coragem
Por isso eis-me aqui como antes não...




Um dos textos para a III Noite de Poesia e Música - CEFET/CAMAÇARI.

Fotografia: O CORREDOR - CEFET/SIMÕES FILHO.

Um favor do céu.

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Como as coisas mudam! Como eu sou dramática! É tão fácil se deixar enganar pelo caos do momento, pelas aparências, frases soltas, penitências que insistimos em cumprir para receber perdão pelo pecado que não cometemos.
Eu amei muito um homem. E esse amor me fez forte por muito tempo. Me fez crescer, expandir só para que ele, o amor, pudesse caber em mim.
Eu amei muito um homem e, ele foi o primeiro homem que amei. Amei-o muito cedo, muito nova, muito tola, com toda a inocência que a minha pouca idade me permitia ter. E amei esse homem mesmo quando me descobria estar apaixonada por outro. Esse amor quase me forjou! Quase me moldou ao seu encaixe! Quase me fez sua como eu desejava ser! Mas não foi, não fui, não fomos. Um dia esse homem me amou tanto quanto eu o amei, ou até mais! Quando nos encontramos anos depois o quase do nosso laço reverberou em meus olhos e todos os amores que ele viveu nesse meio tempo ecoaram nos meus ouvidos. Eu corri do seu cântico maldito e ele fugiu, para nunca mais voltar, do meu quase.
Como o alinhamento dos planetas se dá de tempos em tempos nossos centros de gravidade, nessa vida, não se cruzaram outra vez. O problema (ou a solução) é que esse amor me inspirou até o término do nosso encontro. E relendo meus textos antigos vejo-o tão nítido, tão perto que é possível sentir o calor do seu hálito. E ainda relendo esses textos me vejo tão frágil, tão sozinha, tão aflita, tão emocionalmente abalada que eu juro por Deus sentir alívio por termos terminado. Nós representamos o tipo de amor que o Universo conspira contra.
Hoje eu não sinto mais o peso dos mundos sobre meus ombros. Deus não fecha uma porta sem abrir, antes disso, uma janela. Para compensar toda essa bagunça cósmica Ele com as próprias mãos forjou um amor que coubesse no meu molde. Eu já não preciso mudar, eu já não preciso ser tudo o que eu sei que não posso. Um amor não substitui outro, mas pode muito bem se sobrepor até enterrá-lo de vez no coração.

 
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