Relógio.

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Tic-tac tic-tac conto o tempo
Na parede o relógio marca as horas
Na lembrança mais intensa um sentimento
No espelho o reflexo de quem sou agora.

Tic-tac tic-tac os anos passam
Pensamentos e sentimentos se renovam
Já não sou àquela garotinha de outrora
De cabeça cheia de vento e pés fora do solo.

Tic-tac tic-tac o mundo muda
As cores se apagam só me resta o cinza
De meiga, doce, sincera tornei-me senhora
Da mais inescrupulosa mentira.

Fiz-me de todos os moldes
Encaixei-me em todos os espaços
Vesti-me de todas as armaduras
Contra meu próprio descompasso.

Hoje sou de tudo um pouco
Sou quase louca quase palhaço.
Expectativas tenho aos montes
Só não ouço mais o velho tic-tac.

{Google}

69ª Edição Poemas - Bloínquês
2º Lugar

Fevereiros

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"Ah... 
Rebeca igual a dele
Não haverá mais de ter
Com nome, renome, 
pronome e poesia
é uma só.

De cuca encaracolada
De boca e rosto macio
De assalto a mão armada
só as lembranças que ela me traz.

Daquele tom castanho
que ao escutar o acorde das canções
fazia um balé de entornos
que pombos, pássaros ou o que ouvisse
se balançava.

Ah...
Rebeca igual em minhas canções
não haverá de ter
De rosas e baratas acho difícil
De sete anos no meu médio ensino. 

Nunca das lembranças, corredores, pessoas gritando
mochilas sendo carregadas, livros cadernos 
e líder
E toldos de cem ou sem, impossível.

Parece que posso ver ela entrando na igreja
com seu relicário de sorrisos
e o primeiro all star,

Falo futuro que passado não volta
era pra eu ter colocado" já" entre
"que e posso" ou "para eu".

Não sei se ela estivesse aqui me mostraria 
e me ensinaria outra vez
A arte cega de fazer poesia como psicografia
sem de onde ou porque
Pois assim como ela, apenas e soberanamente é."

Por Alan Brandão. Meu Veloso.
 Feliz sete anos dia 14 de Fevereiro
de uma amizade linda comigo.
‎7 (Anos) é um tempo gostoso demais e um ótimo número para se comemorar nossa amizade. Que de 7 em 7 viremos 14, e de 14 mais 7 cheguemos aos 21. E com 21 esqueçamos o tempo que já não esconde a falta que sinto de ti.


Diz você.

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Tem dias que é mais inquietante não conversar contigo.
Envelhecer não é para todos... Envelher bem, com amigos, uma vida tranquila, os pés bem plantados no solo que mais nos agrada, coisas boas e raras assim só com sorte; creio nisso.
Eu só queria saber como é, envelhecer, sabe?
Te perguntar isso e outras coisas. Entender isso e outras coisas. Achar graça disso e de outras coisas. Só pra ver se silencio o coração. Se encontro as saídas, os devios, as curvas e o retorno dessa estrada escura do sol que já se foi e de noite sem lua.
Que seja eu doida então por não fazer sentido. Mas é que sentido algum eu quero. O que quero mesmo é como antes poder conversar com um amigo. E em meias palavras, aí sim, poder fazer total sentido.
É possível sentir saudades, muitas mesmo, de sabe-se lá o quê? Me diz você...


Para o meu velho amigo MM.

Parabéns About my Truth. 2 anos de vida, verdades e outras graças.

Bem-aventurado.

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Ora pois, é chegada a hora de arrumar as malas, ganhar estrada, partir de mim. De coração aberto, desejo livre e pensamento leve dou o primeiro passo.
Saio de mãos abanando porque dessa vida que até aqui vivi quero apenas a certeza de que qualquer possibilidade é bem-vinda feito o Sol acondando manhã após manhã.
Ao bater o portão e ir em direção ao que me espera logo ali adiante vou me despindo silenciosamente das cicatrizes do tempo. Faço o meu strip-tease da alma onde peça após peça, encaixe depois de encaixe, composição e outras coisas viram cinzas de um passado que não me pertence mais.
Eis assim o nascer! Do corpo, do espírito agora novamente jovem, dos olhos que sorriem curiosos e da mente que figura abstrata, virgem.
Um nascer solitário, sem registro, companhia ou observador; um nascer sem nome, nascer que existe e despreza rótulo, convicção, admirador.
Dou-me a outras formas tão distintas de quem eu era que me espanta toda essa inovação por décadas escondida. Dou-me a tantas coisas e cores e conteúdos e planos e essências que em essência caem melhor sobre mim que essa casca que visto. Corto a casca ultrapassada para esse meu futuro de agora e soa cruel me ver tão exposta, tão eu, tão nua.
Ora pois, a hora chegou e ela partiu! Deixou-me esperanças de felicidade, ânimo para enfrentar os infortúnios da vida e um jeito inocente de crer que qualquer possibilidade é bem-vinda.

280 postagens e um amor que não finda.
 
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