Esse tempão todo!

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Porque eu fico besta perto dele...


Quando ele sorrir alegrando meu dia...


E eu não consigo pensar em mais nada, fazer mais nada...

Até quando ele finge ficar sério e resolve brigar comigo!


E nesse tempão todo, ele é a minha certeza de todos os dias.  5 meses, amor!


Deivid Lima.

Carta ao melhor amigo!'

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Senhor Jesus,

As minhas palavras são frias. Por mais que afaguem meus cabelos e beijem a minha face, é do seu toque que tenho saudade.
Meu Senhor, eu andei em todas as avenidas do templo procurando a voz que me chama pelo nome, mas nada pude encontrar.
O movimentar das minhas pernas é o andar em pântano; escuro e desamparado.
Meu Senhor. Todos ao redor dizem a mesma coisa, todos apontam-me uma direção, mas não sei qual seguir.
Mestre, todos falam em pecado. Todos repreendem o diabo e todos querem salvação... mas são todos tão falhos, tão podres, todos iguais ao que sou. Sem distinção.
Sinto-me culpada, Senhor!
Sinto-me suja agora, por ver-me exposta.
Por ver meus defeitos nu e cru.
Mestre, por que fiquei assim? Fui restituída no mundo. Aprecio a camuflada benevolência e bebo todo o vinho; não o vinho do Espírito Santo.
Mestre, eu não posso ser santa, não vê?
Eu já morri, Senhor! Repolso perante a minha lápide, lendo atentamente o meu nome gravado no mais profundo mármore negro.
Aba! Não sou digna. Eu forcei tudo bom em mim a partir. Joguei fora! E não adianta procurar. Pedi ao vento que levasse tudo embora... e ele levou.
Aba. Ninguém entende. Nem eu entendo. Perdi o dom do entendimento. Perdi também a visão e a fala. Só me restou o escrever palavras. Atirar o meu inferno pessoal em papel.
Aba! Para que toda essa iniquidade? Posso ouvir um discurso bonito. E as ações? Não há ações em mim.
Querido Senhor Jesus, como pode me amar se por tantas vezes eu disse adeus?
Se por tantas vezes tranquei a porta e lacrei todas as minhas janelas?
Querido Senhor Jesus, é doloroso olhar dentro de mim; por todos os lados eu vejo sepulcros caiados.
Querido Senhor Jesus, eu não conheço mais a Ti. Escrevo em meio as minhas aflições; já não sei clamar por socorro.
Apenas quero que saiba que sendo pecadora, por vezes, a única vontade que me dar é poder em teu colo me aninhar e te chamar de pai.

Solenemente, R. C. S.

Mereço?

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"Meu mundo em raio-x
eu chamo de: meu texto preferido de Bell.

Apesar de ter vários outros que eu admiro com a mesma intensidade. Esse me deu uma pontada de inveja. Sei lá.
Conversando hoje com Vini, me deu uma vontade de já ter feito isso algum dia, sabe? Me jogar na grama, me esvaziar de pensamentos e olhar só pra mim mesma achando tudo lindo. Nem consigo. Fico olhando o vazio de mim quando estou sozinha e vai me dando medo. "Quando você olha muito tempo para o abismo, ele olha de volta para você." Enfim, é um texto que me deixa invejosa. Tanto pelo enredo meio místico e bastante interno quanto pelas palavras tão bem colocadas.
Parabéns! Seus textos estão crescendo em personalidade. Já vejo você em todos eles e acho que conseguiria dizer se algum texto é seu se o visse solto por aí.
Bell Souza não é mais rabisco de caderno. É escritora. Por enquanto entre amigas, no futuro? Bem, no futuro te desejo sorte! "

Por: Carla Jane Coelho.

Ps: Nem sei se mereço isso. Não tenho a pretensão necessária e nem tenho plano certo para o futuro. Apenas sei que amo escrever e que esta garota é super crítica, minha grande amiga Carla. Ela nunca me disse que um texto estava bom só pra agradar. E em alguns momentos até meteu o pau em certos textos. Me senti honrada com a crítica e vim compartilhar, nem que seja , para tê-la aqui guardada. Obrigada Carla, que eu possa escrever muito mais 'verdades minhas'.
E obrigada a todos aqueles que gostam deste espaço e que com comentários e críticas tornam-me melhor a cada dia. Sempre que dar a vontade de desistir eu tenho meus amigos e vocês obrigando-me a continuar.

Beijinhos.

Meu ponteiro tirou folga'

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Olho o relógio milheres de vezes. Não consigo mais ouvir a monotonia na voz do professor. Inquieto-me com o calor constante e com o fim do último tempo que custa a vir. Redijo meu nome no cabeçalho do livro. Rabisco a capa do caderno. Escrevo poemas bobos nas páginas em branco. E olhando o ponteiro, é como se todo o relógio estivesse parado.
Começo a bater inquietamente as unhas sobre a mesa. Fecho e abro o zíper do estojo. Analiso as palavras escritas com pincel preto na lousa branca; todas elas parecem destorcidas. Desenho uma careta engraçada na carteira enquanto faço bolas com a minha goma de mascar.
Aceno para as pessoas que passam na porta. Solto beijinhos para os meninos que eu costumo abraçar. Minhas pernas já não ficam tranquilas e o meu corpo se recusa a relaxar.
Verifico se eu tenho tudo o que preciso para ir embora. Vejo pela janela o carro estacionado, pronto para seguir viagem. Dou um sorriso ameno para o dia lá fora e fico esperando o sinal tocar.
Escuto sussurros de uma pergunta que alguém fez; animo-me com a resposta eficaz do professor.
Vejo meus colegas arrumarem seus pertences, esperando nesses míseros instantes numa aula rebelde em terminar.
Sinto sono. Levanto-me para despertar. Caminho no fundo da sala. Coloco o rosto por um dos vidros abertos e me deixo distrair. A paciência sorrir e vai embora num golpe só. Procuro por uma brecha maior onde possa respirar um novo ar. Não encontro nada. Apenas volto e sento no meu devido lugar.
Colo o chiclete embaixo da cadeira. Atiro tudo meu dentro da mochila. Corro em direção a porta percebendo todos os olhares espantados. Numa atidade rápida e confiante, antes de bater a porta e voltar para casa; eu digo num ato de glória: - vão se ferrar!

Ps: Me estressei nessa aula, precisava desabafar. u.u
 
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