Me deixa surtar de vez em quando só pra dizer o que não sei. O que não dá. O que não passa da garganta sem entalar. Eu tenho mania de rimas, rimas frágeis como o nosso encontro naquela última madrugada. Como aquele primeiro e último beijo que foi o meu universo inteiro. Eu tenho mania de ser grande quando ser pequena me traria muito mais paz e sossego. Eu tenho mania de tantas coisas... Eu tenho mania de dizer não pra você dizer sim e ficarmos assim, na contramão. Nesses passos contrários, nessas vidas contrárias, dessas histórias cruzadas, desses.
Vê como não há resposta? Vê como tudo é só confusão? E quando eu penso que tudo aqui dentro vai amenizar, que eu vou me apaziguar você surge do nada só pra saber se eu estou bem. Eu estou bem quando você não vem porque quando você vem, quando você reaparece, quando você finge ou não finge ou sei lá esse interesse por mim eu desabo. Porque você é a viga central e podre dos meus alicerces. Eu não suporto, desmorono. E se a sua intenção é saber se ainda mexe comigo, parabéns pra ti, você mexe e como!
E isso não é uma daquelas minhas outras idiotices e surtos de sensibilidade porque não precisamos disso. Eu não preciso disso. Só coloquei minhas armaduras de lado pra dizer que ou você fica ou você vai embora, de vez, pra sempre. Eu já cansei de me alimentar dessas migalhas de memória. Eu não ouso dizer “volta” porque entre nossas vidas sempre haverá esse abismo que nos coloca em lados contrários e a vida seguiu seu próprio curso, apesar de tudo, fico feliz por isso. E estamos nos saindo muito bem nesses nossos lados opostos...
E como lá no fundo eu sei que você não fica, partirei eu definitivamente. Caso nos encontremos ainda nessa vida me deixa surtar. Me deixa te dar o abraço que eu tanto quero. No mais, eu só posso te desejar todo amor dessa vida.
Migalhas.
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Unknown
às
22:09
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Obstáculos.
Estamos batendo na mesma tecla.
Estamos perdendo o controle.
Eu sinto o tempo escorregar por entre os dedos.
E ele é só mais um quadro distorcido do agora.
E ele é só mais um quadro distorcido do agora.
Adeus.
Acabou gente. Cheguei até aqui e só Deus sabe como tenho me esforçado para manter as palavras.
Não vou prolongar meu adeus, apenas quero deixar essas outras palavras:
""Adeus" alguém precisava dizer e esse alguém era eu, mas com que palavras?
Com que coração? De que jeito?
E tudo parecia tão direito, mas não foi bem assim o que eu sonhei pra mim..."
Não vou prolongar meu adeus, apenas quero deixar essas outras palavras:
""Adeus" alguém precisava dizer e esse alguém era eu, mas com que palavras?
Com que coração? De que jeito?
E tudo parecia tão direito, mas não foi bem assim o que eu sonhei pra mim..."
Fecharei esse blog, é isso. Um beijo. Não há mais nada que eu consiga dizer agora.
Por uma confissão e nada mais.
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Unknown
às
15:24
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As palavras são como pássaros. Pássaros de todas as cores e todos os tamanhos.
Pássaros exóticos e raros como o beija-flor do Peru ou como um desses cardeais que vivem cantando no quintal da vizinha.
Lembro-me de já ter criado periquitos, desses facilmente domesticados. E lembro-me de já ter domesticado as palavras pelo simples prazer de tê-las ali, retidas na garganta. As palavras são como pássaros. Eu já disse isso antes...
Eu gostaria de falar um dia sobre gaiolas, sobre as prisões que já me foram impostas, sobre os anéis de tornozelo para identificação. Às vezes eu sinto vontade de falar sobre isso, noutras vezes a vontade foge como eu fugi um dia.
Eu sei de tantas coisas e há tantas coisas que não sei que aprendi com todas elas assim, desse jeito quase obscuro de existir. Dessa forma quase insegura de ser, desse canto mudo de pássaro que chora fingindo que canta quando é posto na "casinha" e não sabe o porquê.
Então passarinho chora pra fazer doer em quem não. Em quem não sente nada depois da última curva fechada na estrada. Em quem não passa de um borrão em meio à multidão de pessoas desconhecidas que lhe cercam agora.
Passarinhos e pássaros e aves e todas elas são tudo que tento sentir. E sinto quando lembro que eu não estarei aqui no final das contas. Nem por você, nem por mim. Pássaros são tudo aquilo que eu quero te entregar agora. Pássaros são aquilo que de melhor eu posso te dar - a minha outra metade.
Pássaros exóticos e raros como o beija-flor do Peru ou como um desses cardeais que vivem cantando no quintal da vizinha.
Lembro-me de já ter criado periquitos, desses facilmente domesticados. E lembro-me de já ter domesticado as palavras pelo simples prazer de tê-las ali, retidas na garganta. As palavras são como pássaros. Eu já disse isso antes...
Eu gostaria de falar um dia sobre gaiolas, sobre as prisões que já me foram impostas, sobre os anéis de tornozelo para identificação. Às vezes eu sinto vontade de falar sobre isso, noutras vezes a vontade foge como eu fugi um dia.
Eu sei de tantas coisas e há tantas coisas que não sei que aprendi com todas elas assim, desse jeito quase obscuro de existir. Dessa forma quase insegura de ser, desse canto mudo de pássaro que chora fingindo que canta quando é posto na "casinha" e não sabe o porquê.
Então passarinho chora pra fazer doer em quem não. Em quem não sente nada depois da última curva fechada na estrada. Em quem não passa de um borrão em meio à multidão de pessoas desconhecidas que lhe cercam agora.
Passarinhos e pássaros e aves e todas elas são tudo que tento sentir. E sinto quando lembro que eu não estarei aqui no final das contas. Nem por você, nem por mim. Pássaros são tudo aquilo que eu quero te entregar agora. Pássaros são aquilo que de melhor eu posso te dar - a minha outra metade.
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