Apenas hoje.

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Uma exclamação na vida alheia! 
Uma interrogação na minha própria.
- Um ponto contestado e comedido.
Essa minha mania e necessidade de escrever leva-me por caminhos desconhecidos. Eu apenas possuo a humildade de deixar-me conduzir. Beijos a Diana Bruna. [saudades de ti, minha engenheira]. Beijos a todos e até...

A particularidade dessa nossa montanha russa.

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E deu-se assim: dois assentos e nada mais. Você me tomou pela mão e fui pé ante pé com os olhos vendados.
A barriga cheia de ansiedade e aflição, mas não é a curiosidade que impulsiona as mulheres?
E deu-se então: coração crepitando, pulso acelerado. Você me levando mais alto, fazendo-me subir os degraus.
Se sentada permaneci, não sei dizer. Se o rosto foi gigante para caber o sorriso segredou apenas aos céus. E de nada bastou preparar o espírito; fraca que sou.
Das injúrias que lhe falei, apenas duas palavras permaneceram na memória e das promessas que fiz, tranquei-as em confessionário eterno.
E deu-se mais: eu presa, de novo, a você.
Como na montanha russa. Pega-se a mão, sobe os degraus, senta-se seguros pelo cinto, respira bem fundo e prepara a garganta para gritar toda vez que o carrinho ameaça jogar os corpos horizonte abaixo.
Eu na minha vida pacata, você nas suas mil possibilidades, e novamente, o bicho conspirador me obrigando a voltar ao passado.
Como na montanha russa: primeiro subimos até o limite terreno, aproveitando a paisagem, desfrutando a companhia. Só que você esquece que a descida revela a verdadeira face do homem, e eu, já conheço a sua.
- Chega dessa inconstância, chega de ter sem ter.
Eu vou é aproveitar o carrossel; o futuro nele, é mais fácil prever.

- Eu tenho a quem dedicar; 
ele sabe que eu poderia fazer essa 
dedicatória, mas há muito tempo decidimos 
correr com as nossas vidas em sentidos opostos.

Esses outros pontos. [2]

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Essas falsas verdades;
Esses falsos prazeres;
Esse dito mal feito
Esses pedaços que não são meus.

Essa máscara pintada
Neste rosto exposto.
Essa postura abalada, eriçada.
Neste corpo ausente.

Essa carcaça sombria sou,
Daquilo que um dia fui:
Um sorriso altivo.

Essa malandragem fosca.
Esse grito de poesia.
Esse meu vômito de sinceridade...

Essa tua insinuação figurante.
Esse teu fingir poder
Nessa tua cara fechada.

Essas caraminholas minhas
Das caraminholadas tuas
Dos desejos ardentes meus
Das míseras infâmias tuas.

Este ar superior
Esta vírgula em lugar nenhum
Este ponto na história errada.

Este segredo de sermos um.
Esta fantasia de sermos nós;
Do complexo complexado amor.

Do subúrbio subordinado
Da coerência incoerente
Da sensata insensatez;
Do presente feito-bem-feito;

Nessas inocentes inocências suas
Nessas perversões perversas minhas
Dessa sua delicadeza em minha boca
Desses meus dentes fortes nos lábios teus.

Neste pedaço incerto de verso,
Numa confusa confusão de palavras.
Numa tentativa inexata exata de se dizer fazer o que pensa;

Até rasgar e tecer outros versos
Até contar outras não tão falsas verdades
Até encontrar prazeres mais concretos;

Entre esses outros pontos
Pontos esses! Pontos meus.
Que nada mais são do que outros pontos,
pontos outros, pedaços outros, outros pedaços de mim.

Pontos exclamados, interrogados, pontilhados,
exaltados, furiosos, adoráveis, estáveis instáveis.
Contínuos não lineares.
Todos estes: Pontos em mim.

É um texto já postado aqui no blog, mas foi bem no comecinho quando poucas pessoas conheciam este espaço. Estou atarefada ultimamente e sem paciência para escrever por conta dos trabalhos do curso técnico. Voltarei firme e forte semana que vem. Beijos aos que ainda lêem este espaço. Eu amo escrever a palavra poesia. #fato!

Filhote de gato-homem.

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Dez para o meio-dia, a panela chiando no fogão e o meu gato lambendo a água na tigela.
Olha-me de lado e volta a beber sua água; mexe o rabo e redireciona as orelhas espertas, feito antena, aos sons na cozinha e da casa. A panela reclama mais alto, eu coço o nariz, olho minhas unhas mal pintadas e volto a escrever; escrever sobre o meu filhote de homem-gato que me espera toda manhã na porta do quarto para que eu coloque a sua ração no prato. Mia baixinho no meu ouvido antes de se aninhar no meu colo, esperando que eu lhe coce a cabeça, o pescoço e a barriga sempre cheia.

A barriga do gato é seu mistério; mesmo quando no passado eu dizia ser os olhos. Mas de tanto sugar da sua órbita azul, conheço-lhe os gostos, os pensamentos e o humor.
Agora a barriga, não. É mistério demais para a minha pequena cachola! Tem dias que ele entra no quarto comigo após meu banho e me ver vestir a roupa numa curiosidade além-mundo; outros dias se delicia no calor da minha cama ainda quente, deixado pelo corpo recém desperto.
Fita-me com meia banda da cara, olha entreaberto enquanto jogo a roupa no chão, pego a toalha e vou lentamente em direção ao banheiro; após a primeira peça de roupa ir ao chão, faz pouco caso e volta a dormir.

É tão manhoso quanto à dona. Morde meus pés quando quer carinho e atenção, e eu mordo o meu namorado quando quero o mesmo. Crava as garras na minha pele se ameaço parar o movimento da mão gentil no seu pêlo branco e eu sempre arranho a pele do meu namorado quando ele ameaça afastar seu corpo do meu.
Somos parecidos. Ele sério em pensamento e disposto a rebolados e eu, toda rebolados e vadia em pensamento. Não vulgar e sim, desinteressada.
Meu gato-homem ronrona só de me ver e eu ronrono eufórica sempre que meu homem me devora com paixão; seus olhos que tudo comem...

Meu gato deita igual gente: pende a cabeça para o lado, barriga para cima, rabo enroscado e patas espalhadas. E eu fico feito bicho calmo, quieta, imóvel. Acorda ele bola nas noites que dividimos a cama e eu, acordo do lado oposto ao qual dormi. Pernas para fora, travesseiro no chão; somos parecidos.
Ganhei-o ano passado da minha segunda mãe; o mais bonito de uma ninhada.
Alguns meses de idade e eu o coloquei debaixo do braço trazendo o não tão felino para casa; miava feito condenado. Miou sem parar por um mês e fiquei a me achar criminosa por tê-lo separado da mãe.

No final, acostumou-se a casa se metendo a cochilar sobre as camas. Ama a todos, menos ao meu padrasto; a esse criou aversão. Amou mais ao meu irmão do que a mim, mas Nino foi embora morar com o papai. Minha irmã o aperta tanto que os olhos, por triz, não pulam fora; restou-lhe a minha mãe que lhe tem alergia e a mim, que lhe faço as vontades. Apegou-se à sua dona legítima desde então.
Creio que não me perdoou por separação materna tão violenta, mas aprendeu a distrair-se com amenidades assim como eu.

A nossa maior diferença é que ele fica contente com qualquer afago, brincadeira, perda de tempo. Já eu quero tudo em dobro, sempre mais que muito e, meios gestos são brinquedos que não me fazem perder a calma.
Por hora, chega; meu gato pede o cumprimento dos meus deveres e sou por deveras boa para negar-lhe um pedido assim: bem feito.

- Para os dois felinos da minha vida: Fred, meu gato de aproximadamente um ano de vida e Deivid, meu leonino maior de idade.
 
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