Presente.

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Estou preparando algumas surpresas para o blog. Como eu não tenho um blog teste, tenho que fazer tudo aqui, ao vivo e a cores. Quem estiver na minha página agora, eu peço mil desculpas pela bagunça.
Muito obrigada por fazer deste espaço um lugar criativo e espontâneo. Afinal, eu seria quase nada sem vocês, leitores.
Estou indo para os 90 seguidores e em dezembro farei 1 ano de textos, pensamentos e troca de emoções. Nada mais justo eu dar a quem merece um pouco mais disso que alguns chamam de talento.

Eu quero agradecer humildemente à minha mente brilhante: Jéssica Pereira.

+ selos.

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Eu não lembro quem me deu esse selo, sorry. Eu salvei no pc e não coloquei o nome do blog. 
Mas a dona do selo é a Melissa!


Eu ganhei da minha leitora fiel do blog Pelo Amor ou pela dor?

  • Cada selo tem suas regras e coisa e tal. Mas eu vou pular isso e indico para todos os meus seguidores!
  • A única pergunta que eu quero que vocês respondam, é a seguinte: O que faz você gostar do About my Truth?
  • Responderei aos comentários no final de semana. E continuem votando para o meu blog virar livro. A votação terminará no dia 12/09. Beijos.

Sem causa e com efeito [2]

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Eu desafio as Leis da Física!
Desafio quem contradiga que um corpo não possa compartilhar o mesmo espaço.
Desafio quem teima em discutir que para toda ação há uma reação.
Desafio quem insista em insistir comigo.
Desafio essa mania que temos; mania de permanecer parado se podemos estar em movimento.
Desafio o móvel a permanecer estático.
Desafio a vontade do calor em expandir.

Causa sem efeito. Efeito com causa.

Te desafio a bater de frente.
Te desafio a vir me enfrentar.
Te desafio a encontrar em mim o que quer achar.
Te desafio a voar; eu posso.
Te desafio a, desafio quem, desafio o que for.

Sem causa, sem efeito. Causa e, com efeito.

Desafio a me provar que não sou a causa e o efeito de mim mesma.
Desafio a desafiar minhas ironias, minha rispidez.
Desafio a conviver comigo.
Desafio você a me compilar; os rótulos você possui.
Desafio a tapar meus buracos.

E farei com causa, por você. Serei efeito, se eu quiser. E desvairadamente terei razão.
Eu abri todas as portas, deixei escancaradas as janelas. Construí tetos de vidros, só pra você poder olhar.
Tudo com a dose certa de efeito para promover a devida causa.
Mas ainda não achei quem me desafiar. Não achei coragem suficiente, nem sequer, para insinuar.
Não achei ninguém para se opor. Para me mudar o prumo.
E ainda tem gente que diz que eu estou errada, ainda tem gente que diz que física é física e o resto é bobagem.
Mas como eu poderia está se ainda continuo causando efeitos por aí, por causas que eu desconheço?


- Eu já postei esse poema (?) aqui no blog bem no início de tudo. É uma amostra de outras coisas que eu sei fazer e um momento para matar a saudade de mim. [Só não sei se vocês vão curtir]

Encruzilhada.

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Viu-se da sombra apenas o cabelo fogo e o balaio debaixo do braço; cor do homem: indistinta.
Fez-se reza braba na encruzilhada, ele circunvagando o cesto de tranças lânguidas. Da sombra observei o gibão e da encomenda luzidia, fechei os olhos.
Quase três horas da manhã e o próprio cão esperando o diabo.
"Ínterim!" Praguejou o homem, mas balaio bom é coisa-feita incomutável.
Ouviu-se urros, berros, gruídos, patas, cascos, trotes e o ar modesto escondeu a desgraça em sua cerração.
O balaio tremeu! O balaio chorou! O balaio gemeu capitoso. A encomenda - não sei explicar o que era -, mas o que saiu dali arrepiou meus cabelos e tingiu de sangue a minha retina. E a linda vestal coberta de morim latente no halo pétreo lançou-se ao demônio sem face que ainda urrava com grande fúria.
Ela: leniente; ele: assomado.

Ele a comia como a um bibelô sagrado que é posto na mesa para encher os olhos e a boca d'água.
Sendo moça atinada, enroscou as coxas na cintura do cão e dos lábios dele recolheu um taco; todos os quatro caminhos, um de barro, outro de pedra, um de asfalto e o outro desconhecido pelos mortais, abriram-se em brasa aromática engolindo o riso lúbrico do homem malfadado.
Tremi mais que bambu em ventania, pedindo a Deus e a boa Maria que me guardasse a alma, os filhos e a vista dessa noite infernal; e ainda me deixei ver a moça chupar o homem como se este fosse o figo docinho que dá no fundo do meu quintal. Chupou-o tanto que se aquele ser não-terreno tivesse um caroço, ela o encontraria sem demora.

Reforcei apressada as trancas das janelas, beijei os filhos que dormiam como os anjos, mas me faltou a coragem de beijar a boca do homem que divide a cama comigo.
Esquálida, desviada do meu destino, contemplo o resto da cena imprópria.
Sucedeu-se que a moça foi engolida, após a cópula, pela fenda que se abriu no chão com balaio e tudo enquanto a sombra seguia com seu gibão pelo caminho imortal, revigorado.
E por hábito hebdomadário, sempre em noites que me foge o sono, a sombra-cão-homem-demônio retorna a velha encruzilhada com um cesto novo incircunscrito.


- Gostaram? Eu ando com a mente fértil ultimamente...
 
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