Eu desafio as Leis da Física!
Desafio quem contradiga que um corpo não possa compartilhar o mesmo espaço.
Desafio quem teima em discutir que para toda ação há uma reação.
Desafio quem insista em insistir comigo.
Desafio essa mania que temos; mania de permanecer parado se podemos estar em movimento.
Desafio o móvel a permanecer estático.
Desafio a vontade do calor em expandir.
Causa sem efeito. Efeito com causa.
Te desafio a bater de frente.
Te desafio a vir me enfrentar.
Te desafio a encontrar em mim o que quer achar.
Te desafio a voar; eu posso.
Te desafio a, desafio quem, desafio o que for.
Sem causa, sem efeito. Causa e, com efeito.
Desafio a me provar que não sou a causa e o efeito de mim mesma.
Desafio a desafiar minhas ironias, minha rispidez.
Desafio a conviver comigo.
Desafio você a me compilar; os rótulos você possui.
Desafio a tapar meus buracos.
E farei com causa, por você. Serei efeito, se eu quiser. E desvairadamente terei razão.
Eu abri todas as portas, deixei escancaradas as janelas. Construí tetos de vidros, só pra você poder olhar.
Tudo com a dose certa de efeito para promover a devida causa.
Mas ainda não achei quem me desafiar. Não achei coragem suficiente, nem sequer, para insinuar.
Não achei ninguém para se opor. Para me mudar o prumo.
E ainda tem gente que diz que eu estou errada, ainda tem gente que diz que física é física e o resto é bobagem.
Mas como eu poderia está se ainda continuo causando efeitos por aí, por causas que eu desconheço?
- Eu já postei esse poema (?) aqui no blog bem no início de tudo. É uma amostra de outras coisas que eu sei fazer e um momento para matar a saudade de mim. [Só não sei se vocês vão curtir]