Eis que tudo saiu num jato de dores, amores, remorsos, saudades, conforto e alívio.
Os dedos tamborilando no teclado, a cara sem graça e uma vontade que não esperou adormecer. Não esperou acordar. Não esperou raciocínio lógico que o compreendesse. Eu ali, resguardada e uma ruga de preocupação desenhando a testa.
Besta fui novamente eu. Tola me atirei outra vez em seus mistérios. O juízo gritando em mim 'cuidado' e essa vontade maldita de confiar vendando meus olhos.
Uma ciranda imperfeita, um laço mal dado e mil segredos circunscritos nessa história. 2004-2012, 8 anos; o tempo corre e eu peço pressa. Eu peço agora. Peço que se resolvam hoje as inquietações que ainda carrego.
Farei o melhor, prometo. Preciso acreditar que há jeito, forma, fórmula, resultado que nos encerre. Que nos dê um basta. Que leve embora os Karmas e as mágoas que fizeram de mim apenas eu, eu e só, eu e ponto, eu e uma solidão quilométrica tão distante quanto o lugar onde você mora agora.
Amor é uma palavra dolorosa de se dizer quando o amor foi consumido por todo o resto... os beijos não dados, o colo negado, o afago que se perdeu em algum cômodo da casa. Quando todo o resto é e foi tudo aquilo que se quis e morreu aí, no querer.
Os deuses são realmente invejosos e crueis. Apressam o tempo da tua partida e atrasam o tempo da tua chegada. Eles jogam seus dados no tabuleiro das nossas vidas. Quando menos se espera o jogo recomeça: eu, você e essa ciranda.
Ciranda.
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Unknown
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18:39
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Nu e Cru.
Certeza.
Retiro-me como quem sai de cena.
As luzes se apagam, as cortinas se fecham e o barulho antes intenso das palmas soa frágil, destrutível.
Pulo a linha, viro a página.
- Shiii, silêncio!
As cortinas novamente se abrem, euforia incontida.
Agora sou antes eu - outra peça.
As luzes se apagam, as cortinas se fecham e o barulho antes intenso das palmas soa frágil, destrutível.
Pulo a linha, viro a página.
- Shiii, silêncio!
As cortinas novamente se abrem, euforia incontida.
Agora sou antes eu - outra peça.
Vontade de.
A força da vontade é uma coisa estranha. Diferente da força de vontade - que vem da gente.
A força da vontade é como essas figuras geométricas de vários lados e faces opostas, num minuto aqui e agora, dois segundos depois deixa lá já foi embora. Essa força da vontade é bicho solto, desses de roça que desconhecem cabresto. Desses de mato que desconhecem cerca, limite de terra, obstáculo... Desses de todo jeito liberdade.
A força da vontade - juro que poderia escrever milhões de coisas sobre ela - é feito impulso de gente que não espera amanhã pra dizer com demora. Sem demora é assim na cara, na lata, pá pum, verdade - agradeça a força da vontade!
É na força da vontade, e não na vontade que a força tem, que escrevo assim fora de hora só para salientar a vontade que é ter mais do que já se tem - você.
A força da vontade - juro que poderia escrever milhões de coisas sobre ela - é feito impulso de gente que não espera amanhã pra dizer com demora. Sem demora é assim na cara, na lata, pá pum, verdade - agradeça a força da vontade!
É na força da vontade, e não na vontade que a força tem, que escrevo assim fora de hora só para salientar a vontade que é ter mais do que já se tem - você.
{We - It}
Quisera eu.
Escrevo porque assim alcanço paz de espírito. Não escrevo porque gosto ou porque dependo disso, escrevo somente para dar vazão aos pensamentos que não consigo calar. Deixo que jorrem, que escoem de mim, apenas isso.
Sei que não sou das melhores, mas quem disse que pensamento deve ser bom? Que escrever deve ser bom? Que o que se escreve deve ser bom para agradar leitor?
Sou de toda - e veja bem, eu sou muitas -, uma constante inquietação, um rebuliço para uma causa de efeito. Compreenda inteiramente que sou dada a defeitos e que meu conserto é um amontoado de peças sem garantia.
Uma vez, anos atrás, eu disse nunca. Nunca escritor para mim, nunca poesia, nunca texto em prosa, nunca romance, novela, peça teatral, rabisco, samba, conto ou verso. Nunca rótulo! Nunca fórmula! Nunca mais ideologia concreta.
Prefiro ser essa descontínua figuração, prosopopéia. Reinvenção!
...E um olhar sempre atento no que a de vir. Todo escritor é um quase se.
Sei que não sou das melhores, mas quem disse que pensamento deve ser bom? Que escrever deve ser bom? Que o que se escreve deve ser bom para agradar leitor?
Sou de toda - e veja bem, eu sou muitas -, uma constante inquietação, um rebuliço para uma causa de efeito. Compreenda inteiramente que sou dada a defeitos e que meu conserto é um amontoado de peças sem garantia.
Uma vez, anos atrás, eu disse nunca. Nunca escritor para mim, nunca poesia, nunca texto em prosa, nunca romance, novela, peça teatral, rabisco, samba, conto ou verso. Nunca rótulo! Nunca fórmula! Nunca mais ideologia concreta.
Prefiro ser essa descontínua figuração, prosopopéia. Reinvenção!
...E um olhar sempre atento no que a de vir. Todo escritor é um quase se.
Quisera eu...
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