E eu sei que é pra sempre!



Quando eu as conheci quatro anos atrás, eu tinha meus conceitos, minha forma de ver a vida. Tudo era visto e vivido pelo meu ângulo, pelo que julgava correto como uma verdade absoluta.
Não havia em mim um pingo sequer de qualquer outra pessoa, como se fosse uma mistura homogênia. Simplismente eu.
Foi estranho no início, porque elas eram tão conectadas, tão íntimas, tão fiéis ao que possuíam que certas vezes me sentia uma intrusa...invasora do mundinho secreto e protegido que elas construíram.
Com o tempo consegui me adaptar, consegui captar os olhares que elas trocavam sempre que pretendiam revelar algo, sempre que desejavam fazer uma fofoquinha um tanto maldosa de uma garota nova.
Elas eram assim... Tão elas mesmas e tão um amontoado de todas as outras garotas que demorou muito pra que eu descobrisse se uma certa qualidade ou defeito pertencia a uma ou a outra.
Tudo ficou mais fácil depois disso, todas as conversas eram compartilhadas, todos os sonhos, todos os planos e todos os segredinhos e confidências que garotas trocam... Que amigas trocam. Meus dias naquele lugar se tornaram únicos e eu deixei de ser a individualista que todos conheciam.
As férias daquele verão mudariam Pra Sempre a minha vida. Elas me modificariam de uma forma que nem em 100 anos de vivências e experiências eu teria sido capaz.
Elas foram meu 'tudo' durante um mês. Foram a família unida que nunca tive, foram as irmãs que desejei, foram os pilares mais sólidos que construi.
Quando eu penso naquele tempo, percebo que de nada importou a cidade, as praias que fomos, os garotos que beijamos e as várias horas deitadas no quintal da casa vazia no final da rua, olhando as estrelas. Teríamos sido exatamente quem fomos se tivéssemos nos encontrado num shopping de cidade grande ou numa rede de supermercados. Teríamos sido as amigas que somos. Porque sabemos, sentimos dentro de nós que esta amizade não foi só mais uma história de verão que se perde quando dizemos 'tchau' e quando cada um segui em frente, volta para a monotonia da vida cotidiana. Porque sabemos que é Para Sempre! Eu sei que é Para Sempre.
E isso basta.
Ainda continuamos a nos ver todo final de ano. Todo final de ano eu largo tudo para me enfiar numa cidade de 1.000 habitantes, numa cidade com apenas um salão de beleza, uma loja de conveniência, um hospital, uma farmácia, uma lanchonete e um restaurante. É nesse lugar que me escondo sempre que posso, é para lá que fujo de tudo e todos, pois apenas neste lugar estão as únicas pessoas que realmente me entendem, que sabem de mim muito mais que eu mesma e as únicas pessoas que correriam o mundo para me abraçar se eu estivesse precisando de um abraço.
Eu não sou mais a garota homogênia, eu nem sei o quanto ainda há originalmente de mim (adoro ser essa mistura delas). Porque isso é amizade! É dividir o que tem, é aceitar o que o outro tem a oferecer.
Obrigada, meninas!
E antes que este verão acabe tornaremos a nos reunir na mesma cidade de sempre, na mesma rua, na mesma casa, ouvindo a mesma música, sentadas no chão, tomando nosso sorvete e contado nossos segredinhos e confidências até cansarmos e cairmos no sono.

Ps: texto para Bloínquês.

3 Comentários:

Lôoh Toledo comentou:

muito bom seu texto gostei bastante ><

você tem um jeitinho de escrever que cativa, continue assim e boa sorte!

Amanda Gomes de Souza comentou:

nossa, q texto liindo! *-*
vc escreve bem, realmente!
to seguindo

passa la no meu blog?
http://veryeverygirl.blogspot.com/

bjs :*

Bell Souza comentou:

Obrigada,meninas!

 
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