Quero voltar para casa. Para o aconchego da minha cama, para o colo da minha mãe.
Quero voltar para as minhas coisas, para os meus discos e para a familiaridade dos móveis.
Quero voltar à minha rotina!
Quero voltar para os meus amigos, para o meu amor.
Voltar para os meus irmãos e suas birras.
Deixar tudo isso aqui.
Deixar todas as horas que não pude sair, todos os "não" que não pude falar, deixar todos os caprichos que não vou realizar.
Quero voltar para onde sou! Para o que sou, pois sou muito lá do que aqui.
Quero ficar na saudade.
Na saudade tudo é mais gostoso, intenso.
Ficar na saudade para que eu possa voltar.
Para que eu volte a olhar o mesmo céu de hoje, a mesma lua, os mesmos carros na rua.
Por enquanto, a vontade que tenho é partir, matar a saudade de todos que deixei aí e de tudo que sou e que só posso ser em meu lar.
*saudades de casa*
Eu sou assim mesmo...
Como vocês estão vendo, mais uma vez eu mudei o layout do blog.
Eu nunca consigo ficar quieta muito tempo, então eu sempre fico mexendo numa coisa ou outra.
Sempre haverá layout's diferentes aqui. *_____*
Eu sei que ficou super diferente... mas essa sou eu! o/
Figurinha repetida não dar, né?
Ficou legal?
=*
Eu nunca consigo ficar quieta muito tempo, então eu sempre fico mexendo numa coisa ou outra.
Sempre haverá layout's diferentes aqui. *_____*
Eu sei que ficou super diferente... mas essa sou eu! o/
Figurinha repetida não dar, né?
Ficou legal?
=*
E eu não quero me libertar.

*Espera*
A espera é dolorosa. É cansativa. Não há um modo de fugir da ansiedade, das palpitações que tenho toda vez que o telefone toca e não é ele do outro lado da linha.
Meus amigos já não me visitam mais. Meus pais já não me chamam para sair. Minhas tias já deixaram de fazer piadas desse meu estado. Todos aqueles que estiveram ao meu lado, se foram. Ninguém que ter uma amiga, filha ou sobrinha que mais se parece com uma múmia.
O meu quarto se tornou uma fortaleza, um lugar inabitável para qualquer outra pessoa. Apenas eu sei como viver nesta bolha. Há dias que desejo sair, dançar, ir a praia, ao shopping. Há dias que desejo sentar à mesa para tomar o meu café da manhã com meus irmãos. Outros dias tenho vontade de ficar na varanda de casa batendo papo com meus vizinhos e uns outros raros dias tenho apenas uma vontade: andar por aí sem saber ao certo onde ir.
Mas eu não posso! Eu prometi a ele que esperaria. Esperaria a sua ligação. Não é como se ele estivesse me dando gelo ou algo do tipo, porque ele viajou pra França, para fazer o intercâmbio que seus pais sempre desejaram. Ele está em outro continente, estudando, visitando museus e lugares históricos. Não é como se ele tivesse me esquecido, né? Ao menos esse pensamento é o único que me consola, que me dar forças para não enlouquecer de vez. Para não largar tudo e me perder em outro mundo. Num mundo onde só ele exista.
Os livros dele continuam no mesmo lugar onde deixou quando veio me dar uma aula de francês, minha cama ainda está da mesma forma. A almofada da sorte dele ainda está do meu lado, ele disse que ela me protegeria e não me deixaria esquecê-lo. E eu não esqueci. Esse é o problema. A espera é dolorosa. É cansativa. Não há um modo de fugir da ansiedade, das palpitações que tenho toda vez que o telefone toca e não é ele do outro lado da linha.
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