Inventando um olhar para olhar pra mim.

Virada ao avesso
é ela menina,
mulher - felina,
veneno de cobra,
ascendente em escorpião.

Passada a limpo
é ela Cristina,
amor bandido,
beijo roubado,
fúria e paixão.

E não se pode ser duas
diz a platéia.
E não se pode querer tudo
reprime o ouvinte.

Na frente e no verso
é ela sincera,
deusa,
mítica,
sereia,
pagã;
minha mulher.


Para expressar um pouco de amor próprio.

8 Comentários:

Tati comentou:

"Minha Mulher"

hehe

Jaynne Santos comentou:

E a poesia residi nesses versos que mais parecem desenhados do que escritos. Versos de um eu, de um você e um nós. De um eu que escreve e é exposto, de um você que lê e se expõe e de um nós com visão plural de um mesmo singular!

Porque a poesia é viva...

Bell Souza comentou:

o que move a minha escrita saliente é a pureza dos meus versos. Obrigada meninas.

Catão, F. comentou:

Minha princesa! ;)

Maiara comentou:

E essa poesia tão sua, reveladora de traços tão seus, encanta sem esforços, porque o brilho de ser quem se é e fazer-se entender sem o entendimento palpável chega a ser mais que encanto, mais que palavras, e essencialmente um sentir. Porque para ler tais palavras é necessário mais que esses olhos pregados no rosto; é necessário aqueles outros olhos pregados na alma.
Sem mais, tudo aqui tem muito disso - desse sentir.

Beijos.

Inercya comentou:

Que lindo isso, Bell. Ser a própria inspiração *--*
Expressar o amor próprio é também uma forma de se amar. Amei. (:
:*

Marcelo R. Rezende comentou:

E que amor próprio maaais gostoso.

maria elis. comentou:

conhecida também como 'coisa linda do meu viver' <3

 
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